sábado, 27 de setembro de 2014

A difícil caminhada das legalizações



A legalização do aborto em si, é complexa; porém é de conhecimento de alguns, que no que se refere ao social ético, com ele, teremos um avanço ainda maior na já maltratada responsabilidade feminina em relação à gravidez. Jamais imaginaríamos um grau tão elevado de promiscuidade em tempos tido como evoluído, porém, se legalizarmos a morte; se decretarmos legal que mulheres com auxílio de profissionais do crime assassinem seus filhos: é certo que a falta de conhecimento acentuará apenas o seu lado mais sombrio, que é justamente aquele onde ela terá avalizado este ato hediondo, em muitos casos, por toda a sociedade.

Se muitas mulheres hoje fazem sexo sem um mínimo de responsabilidade entendendo que podem ficar grávidas, o expediente de abrir as pernas a qualquer um terá um empecilho a menos com a legalização do aborto.

A legalização do aborto hoje é quase uma obrigação; o que não podemos imaginar é como isso possa se dar de forma acertada em uma sociedade deseducada e politicamente retrograda como a nossa somado ao narcisismo superficial gratuito, em um momento de extrema ingerência governamental por parte de partidos, governo e justiça, e, a julgar pela imagem da Miley Cyrus acima, isso não é privilégio nosso.

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Ato pela legalização do aborto reúne mulheres na Cinelândia, no centro do Rio.

Nanna Pôssa - Agência Brasil26.09.2014 - 21h59 | Atualizado em 26.09.2014 - 22h44

Mesmo sob chuva, o protesto chamado “Somos Todas Jandira! Somos Todas Elisângela!”, reuniu, por volta de 18h desta sexta-feira, cerca de 50 mulheres na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro. A manifestação foi organizada pela Frente Nacional contra a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto.


O protesto homenageou Jandira Magdalena dos Santos Cruz, de 27 anos, e Elisângela Barbosa, de 32, que recentemente tiveram a morte confirmada após terem feito aborto de forma clandestina no Rio de Janeiro. “A Jandira e a Elisângela são dois símbolos do que o movimento feminista vem dizendo há muitos anos: é a lei empurra as mulheres à morte. Elas representam todas as mulheres que morrem hoje por abortos clandestinos, mal feitos, por causa de uma lei que criminaliza estas mulheres”, disse a integrante da Associação de Mulheres Brasileira, Rogéria Peixinho.

A militante defendeu o direito de escolha. “Tem muitas questões que leva a mulher a fazer um aborto hoje. Todas as mulheres passam por situação como esta. Nem todas têm acesso hoje aos métodos contraceptivos e, mesmo evitando, nenhum método é 100% e a gravidez acontece. Ser mãe não tem que ser obrigação, tem que ser um desejo. Se ela não deseja, o Estado tem que acolher e não matar esta mulher”.


Editor: Fábio Massalli Direitos autorais: Creative Commons 

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