A
legalização do aborto em si, é complexa; porém é de conhecimento de alguns, que
no que se refere ao social ético, com ele, teremos um avanço ainda maior na já
maltratada responsabilidade feminina em relação à gravidez. Jamais
imaginaríamos um grau tão elevado de promiscuidade em tempos tido como
evoluído, porém, se legalizarmos a morte; se decretarmos legal que mulheres com
auxílio de profissionais do crime assassinem seus filhos: é certo que a falta
de conhecimento acentuará apenas o seu lado mais sombrio, que é justamente
aquele onde ela terá avalizado este ato hediondo, em muitos casos, por toda a
sociedade.
Se
muitas mulheres hoje fazem sexo sem um mínimo de responsabilidade entendendo
que podem ficar grávidas, o expediente de abrir as pernas a qualquer um terá um
empecilho a menos com a legalização do aborto.
A
legalização do aborto hoje é quase uma obrigação; o que não podemos imaginar é
como isso possa se dar de forma acertada em uma sociedade deseducada e politicamente retrograda
como a nossa somado ao narcisismo superficial gratuito, em um momento de extrema ingerência governamental por parte de partidos, governo e justiça, e, a julgar pela imagem da Miley Cyrus acima, isso não é
privilégio nosso.
*
Ato
pela legalização do aborto reúne mulheres na Cinelândia, no centro do Rio.
Nanna
Pôssa - Agência Brasil26.09.2014 - 21h59 | Atualizado em 26.09.2014 - 22h44
Mesmo
sob chuva, o protesto chamado “Somos Todas Jandira! Somos Todas Elisângela!”,
reuniu, por volta de 18h desta sexta-feira, cerca de 50 mulheres na Cinelândia,
no centro do Rio de Janeiro. A manifestação foi organizada pela Frente Nacional
contra a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto.
O
protesto homenageou Jandira Magdalena dos Santos Cruz, de 27 anos, e Elisângela
Barbosa, de 32, que recentemente tiveram a morte confirmada após terem feito
aborto de forma clandestina no Rio de Janeiro. “A Jandira e a Elisângela são
dois símbolos do que o movimento feminista vem dizendo há muitos anos: é a lei
empurra as mulheres à morte. Elas representam todas as mulheres que morrem hoje
por abortos clandestinos, mal feitos, por causa de uma lei que criminaliza
estas mulheres”, disse a integrante da Associação de Mulheres Brasileira,
Rogéria Peixinho.
A
militante defendeu o direito de escolha. “Tem muitas questões que leva a mulher
a fazer um aborto hoje. Todas as mulheres passam por situação como esta. Nem
todas têm acesso hoje aos métodos contraceptivos e, mesmo evitando, nenhum
método é 100% e a gravidez acontece. Ser mãe não tem que ser obrigação, tem que
ser um desejo. Se ela não deseja, o Estado tem que acolher e não matar esta
mulher”.
Editor:
Fábio Massalli Direitos autorais: Creative Commons

Nenhum comentário:
Postar um comentário