sábado, 27 de setembro de 2014

"Heforshe" or sheforall?



Inflacionando os “ismos”. Respeito o trabalho feminista, mas o que precisamos é do manhismo; vivemos a era do homeninismo: do homem que não cresceu.

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Tenho o feminismo como um absurdo; é claro que respeito todas as mulheres e as suas vontades, mas condeno veementemente qualquer movimento que se faça ou descambe para a provocação burra, para o desafio sem sentido, e vejo que o movimento feminista derivou para a veia podre do combate sem sentido; egocêntrico; perdedor no sentido de que se um ganha o outro perde. Luta boa é aquela onde os dois aprendem; onde os dois entendem ao final que o ponto em comum da disputa pode ser trabalhado e trazer benefícios aos dois; às causas em comum ainda que não entendidas na sua integridade.

Acredito piamente na evolução e entendo o que está acontecendo. E ainda que tenha vergonha de participar disso, acredito que tudo faz parte do processo, porém o que não posso é assistir a tudo e dizer amém. Como diz meu amigo; era preciso que iniciássemos um movimento de conscientização para que algumas mudanças mínimas acontecessem, dando mostras de que a soberba, o orgulho, o divertimento adulto chegou a um limite perigoso e mais desprovido de sentido do que nunca, e então fosse descortinada alguma forma real e verdadeira de consenso sobre os caminhos futuros. Não como a tirada em A vida de Brian – Monty Pyton, onde é visto que o pessoal faz reuniões e gosta de fazê-las porque sabe, que ao promovê-las, (durante sua ocorrência) estão longe o bastante da ação em si.

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E o homeninismo! Hoje a luta da mulher então perdeu o sentido, porque tudo perdeu o sentido no que se refere a conhecimento conscientizado. Quando o feminismo surgiu ou ao menos surgiu por parte de uma ou outra mulher, por motivos até patológicos, quem sabe? Ser homem, possuir o que o homem possuía, viver como o homem vivia, parecia ser justo, afinal vivia-se uma era onde existiam homens de verdade: altruístas, de inteligência nata, com caráter, cortês, educado, romântico, com classe, portador de uma originalidade genuína, um modelo a ser seguido – não vamos aqui discutir o ponto “igualdade de direitos”, isso é coisa posta; ninguém deve lutar por isso por essa ser a condição natural do existir, o ponto a ser buscado é outro - quase fazia sentido buscar a igualdade.

Mas e agora? Penso ser vergonhoso para a mulher se julgar feminista ou conquistar o que o homem conquistou; essa luta perdeu o sentido e vou explicar por que.

Se você busca a igualdade é porque você se julga diferente, mas até onde isso é ruim, talvez, no caso da feminista, esteja na hora de entender que não há nada de prático parecer-se, igualar-se ao homem. Principalmente se for apenas para receber um salário maior, isso não é desculpa, hoje é só estudar mais... e como estes homens andam preguiçosos. Existe também o fator superação ou em muitas situações, casos onde os homens assumiram sua fragilidade na busca do sustento familiar, assumiram sua preguiça, nesse caso nada mais justo que a mulher fazer a diferença, mas isso não é condição feminista, isso é necessidade.

A mulher se perdeu nas reivindicações, pois o homem já não é modelo algum, o homem que está aí é um menino crescido que trabalha não mais para formar uma família como a conhecíamos, ele traz em seus genes, ou melhor: os hormônios da adolescência invadiram seus genes e o corpo dele está uma bagunça como a sua alma, o seu espírito e suas vontades, então ele ainda quer a mulher desejada, e como ele parou de pensar, não medita, não raciocina, pega todas, até que no seu hipnotismo se pega casado e desfamiliado, mas seus gostos, seus quereres de menino ainda querem um carro, uma moto, um barco como seus amiguinhos de infância o provocavam com a bicicleta mais nova e então precisam desfilar estes bens e pegar mais mulheres porque eles casaram hipnotizados por eles próprios e não houve a transformação total da criança para o adulto, assim eles permanecem neste círculo vicioso de ter hoje dinheiro, mas não ter o que fazer com ele por que as opções de um menino são limitadas e o mundo, por mais atrativo que pareça, busca fazer com que todos permaneça assim também, limitados.

   Aí eu pergunto; é esse modelo de homem que as mulheres querem como bandeira de luta nas suas conquistas femininas? Parece-me tão pouco, para não dizer vergonhoso. O homem se perdeu, está atrasado, egoísta, hipnotizado e mesmo em encontros, tido como de intelectuais, na sua essência, o que podemos assistir, e falo sem medo de errar: é a velha competição insana dos meninos querendo disputar; - ainda são os frangotes buscando vencer em partidas vãs - ver quem é o melhor. Não se sabe mais o que é seriedade.

Esse feminismo que está aí precisa se reciclar ou então ficará no homeninismo, ou seja, no homem que continua menino no pior que isso possa revelar, um menino mimado, com, ou sem dinheiro, - mas com certeza sem rumo – assim como, sem rédea alguma para colocá-lo no devido lugar.

Mulheres; nós precisamos é de mães; mães verdadeiras, que pensem os filhos pensando o mundo – apenas não sei como vocês encontrarão homens para torná-las uma.

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Manhismo; esse ou ao menos esse é o meu modelo de um novo movimento. Vem de Mãe, “manhe”, “manheeeê”; pois precisamos que a mulher volte a ser novamente uma mãe modelo. Vocês mulheres devem voltar ao que lhes importa mais, viver o verdadeiro papel de mães e tornar seu filhos novamente homens verdadeiros após crescidos. 

Conquistar o que os homens conquistaram não deveria ter graça para vocês; a verdade é que vocês possuem algo que nós jamais conseguiremos: ser mães e educar como ninguém seus filhos, com exclusividade; este orgulho é vosso e deveria ser reverenciado como já foi um dia - conquistar o que outros conquistaram não é conquista é cópia.

O feminismo sempre poderá se considerar um movimento vencedor, porém suas conquistas se perderam na evolução galopante de mais uma luta sem vencedores, e é o primeiro movimento que levará mais de séculos para compreender que perdeu; que sua luta foi inglória, - ainda que mereçam suas adeptas comemorar as conquistas - o consolo é que não foi o único “ismo” que perdeu-se nas idéias de suas defensoras e (em)nas suas ideologias.





A difícil caminhada das legalizações



A legalização do aborto em si, é complexa; porém é de conhecimento de alguns, que no que se refere ao social ético, com ele, teremos um avanço ainda maior na já maltratada responsabilidade feminina em relação à gravidez. Jamais imaginaríamos um grau tão elevado de promiscuidade em tempos tido como evoluído, porém, se legalizarmos a morte; se decretarmos legal que mulheres com auxílio de profissionais do crime assassinem seus filhos: é certo que a falta de conhecimento acentuará apenas o seu lado mais sombrio, que é justamente aquele onde ela terá avalizado este ato hediondo, em muitos casos, por toda a sociedade.

Se muitas mulheres hoje fazem sexo sem um mínimo de responsabilidade entendendo que podem ficar grávidas, o expediente de abrir as pernas a qualquer um terá um empecilho a menos com a legalização do aborto.

A legalização do aborto hoje é quase uma obrigação; o que não podemos imaginar é como isso possa se dar de forma acertada em uma sociedade deseducada e politicamente retrograda como a nossa somado ao narcisismo superficial gratuito, em um momento de extrema ingerência governamental por parte de partidos, governo e justiça, e, a julgar pela imagem da Miley Cyrus acima, isso não é privilégio nosso.

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Ato pela legalização do aborto reúne mulheres na Cinelândia, no centro do Rio.

Nanna Pôssa - Agência Brasil26.09.2014 - 21h59 | Atualizado em 26.09.2014 - 22h44

Mesmo sob chuva, o protesto chamado “Somos Todas Jandira! Somos Todas Elisângela!”, reuniu, por volta de 18h desta sexta-feira, cerca de 50 mulheres na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro. A manifestação foi organizada pela Frente Nacional contra a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto.


O protesto homenageou Jandira Magdalena dos Santos Cruz, de 27 anos, e Elisângela Barbosa, de 32, que recentemente tiveram a morte confirmada após terem feito aborto de forma clandestina no Rio de Janeiro. “A Jandira e a Elisângela são dois símbolos do que o movimento feminista vem dizendo há muitos anos: é a lei empurra as mulheres à morte. Elas representam todas as mulheres que morrem hoje por abortos clandestinos, mal feitos, por causa de uma lei que criminaliza estas mulheres”, disse a integrante da Associação de Mulheres Brasileira, Rogéria Peixinho.

A militante defendeu o direito de escolha. “Tem muitas questões que leva a mulher a fazer um aborto hoje. Todas as mulheres passam por situação como esta. Nem todas têm acesso hoje aos métodos contraceptivos e, mesmo evitando, nenhum método é 100% e a gravidez acontece. Ser mãe não tem que ser obrigação, tem que ser um desejo. Se ela não deseja, o Estado tem que acolher e não matar esta mulher”.


Editor: Fábio Massalli Direitos autorais: Creative Commons 

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Desculpas



Não, as palavras abaixo não desculpam a nossa presidenta, elas apenas endossam a sua incompetência em gerenciar problemas. A matéria abaixo funciona mais ou menos como no caso de decretar a pena de morte a alguém inocente – mal julgado ou sem julgamento algum como nesse caso, apenas pelo fato de que é assim que funciona - em um estado onde essa lei é aplicável. Essa senhora deveria sim pedir desculpas por mais esse acinte.  A questão é: qual é a diferença se é a ONU, países afins ou não ou um grupo particular de defensores da natureza que sugere o não desmatamento? O que deve prevalecer é a sensatez, e na atualidade senhora presidenta, o bom senso ou um mínimo de inteligência não avalizaria a derrubada de 80 campos de futebol por mês de matas nativas; o que a senhora acha?`


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Em algum site pró governo hoje


Dilma: Brasil não assinou acordo de desmatamento porque não foi consultado e porque fere lei nacional
'Um assessor (dos países proponentes) disse que não nos acharam, coisa um pouco difícil dado o tamanho do país'

NOVA YORK. A presidente Dilma Rousseff afirmou que a proposta de redução a zero do desmatamento em escala global até 2030, que circulou na Conferência do Clima, não é uma resolução do ONU e, portanto, o Brasil não se opôs a um acordo no âmbito da instituição. A iniciativa foi apresentada por Alemanha, Reino Unido e Noruega e organizações e empresas internacionais, informou Dilma.

O Brasil não a assinou, explicou a presidente, porque seu governo não foi consultado e porque o desmatamento zero colide com a legislação brasileira.

Para ser acordo, informou um diplomata brasileiro, a proposta teria de ter sido negociada e transformada em projeto de resolução da Conferência, o que não foi o caso com o texto do desmatamento zero. Menos de 20% dos membros da ONU endossaram a iniciativa.

Dilma ironizou o fato de a proposta de circulado, até o período de encontros preparatórios da Conferência, à margem do Brasil:

- Somos um país com uma grande quantidade de florestas, que temos a melhor política de redução de florestas. Um dos assessores (dos países proponentes) disse que não nos acharam, coisa um pouco difícil dado o tamanho do país.

Dilma explicou que a existência do conceito de manejo florestal na legislação brasileira se choca com a noção absoluta de desmatamento zero. Populações ribeirinhas, por exemplo, têm seu sustento atrelado ao manejo.

- Além de não terem nos consultado, eles propõem algo que é contra a lei brasileira. A lei brasileira permite que nós façamos o manejo florestal, muitas pessoas vivem do manejo florestal, que é o desmatamento legal, sem danos ao meio ambiente, nas beiras, principalmente nas populações tradicionais, você pode ter o manejo florestal. Contraria e se contrapõe à nossa legislação - afirmou Dilma.

Ela disse ainda:


- Ficou visível uma questão que eu queria deixar claro o que acontece. É uma declaração que foi apresentada por alguns países, não foi apresentada pela ONU, não é uma declaração da ONU, sobre florestas. Foi apresentada por três países: Alemanha, Reino Unido e Noruega, algumas ONGs e empresas privadas internacionais. Por que o Brasil se recusou a assinar? Primeiro porque não nos consultaram.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Ground Zero – set/2014



A barbárie sempre existiu, porém ela advém da nossa falta de instrução, então ela explica-se por si até o desenvolvimento do homem; e porque então vemos perpetuado o nosso instinto animal propenso ao roubo, a matar e exterminar?

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Evoluímos num ascendente, possivelmente inimaginável a nossos antepassados, - talvez, também, graças a eles – porém o aprendizado laico foi negligenciado. A elite mundial, uma nata, uma faixa muitíssimo pequena preocupou-se em buscar o conhecimento e desenvolver pesquisas, algumas delas observando a qualidade produtiva almejando antes a superação financeira, e não vai aqui tipo algum de despeito, muito menos esta é uma carta panfletária, - não sou panfletário e não carrego bandeiras - não é mais hora, não temos mais tempo nem estomago para isso, para estas disputas mesquinhas. Um assim comportar-se – generalizado - acaba explicando o ponto em destaque: o desenvolvimento desordenado vem cobrando um preço, a parte pobre do condomínio não consegue atingir o pensamento, o conhecimento e nem mesmo a educação da parte alta; e ainda que não vai aqui novidade alguma: isso vem se dando em escala mundial, há séculos. Esse desequilíbrio está cobrando seu preço e ao que parece, a médio prazo – falo em níveis de história - nada poderá ser feito, porque, ou não estamos dando a devida importância a essa ocorrência, ou pior – o que é difícil de acreditar -, porque continuamos alheios a essa verdade.

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Existe uma questão intrincada e inexplicável que deveria ser entendida ou ao menos trazida à luz, como agora, que diz respeito a pureza do homem - pureza no sentido de desconhecimento ou pouco conhecimento. Algumas correntes de pensamento, trazidas à discussão poderiam com razão lembrar que ainda que tendesse o homem à brutalidade, era detentor de uma pureza natural nos primórdios e, felizmente, tanto uma quanto a outra continuaram conosco, porém, a despeito de outras vertentes que insistem no aumento da barbárie, é certo que a pureza continua presente, porém ao tocarmos nesse assunto precisamos nos perguntar; como é possível que o homem conserve sua pureza e ainda assim evolua?   

O enunciado tem a intenção de provocar, chamar a atenção para o ponto onde a pureza, o viver despreocupado e aproveitar o sumo do existir é prazeroso. Fazer o que gosta com prazer, um ofício, uma família razoavelmente unida, um “pouco” de ignorância, ou nivelada a ponto de não permitir um delongar de pensamento mais denso, algumas amizades despretensiosas e companheiras em um local onde se possa habitar com frugalidade, ou seja, o existir estoico em alguma instância não é apenas viável, mas querido; e por que então preterimos isso?

 Porque este sonho esse estado utópico não combina com o progresso.
A sociedade, como economia, nem sempre se contenta em permanecer em um estado de autarcia e passa a buscar – se necessário lançando mão de certa agressividade - a superação econômica de grupos concorrentes, em algumas situações sobrepõem-se a isso; como estamos vendo acontecer com o estado russo sobre a modesta Ucrânia.

  E o estado puro! O que aconteceu com ele? O que existia de errado com aquela forma de vida – ou ao menos; por que desviamos (fugindo ou esquecendo) dela de tal maneira? O que acordamos em nós que aflorou uma espécie de gana inaudita, um querer sem par que não apenas busca a mecânica do cômodo possível (não mais possível ou, agora tornado impossível), como se fosse instigado um instinto animalesco jamais imaginado, ou ao menos, visto com mais freqüência em nossos ancestrais lutando pela sobrevivência, despertado ao que parece, apenas para o prazer ou como um capricho somente, para que nos sintamos superior aos demais?

Queima de etapa

Acontece que a disparidade de entendimento, de compreensão entre nós, é nata, não obstante, processo natural da nossa caminhada rumo ao que entendemos por evolução, porém nós mesmos, tratamos, inopinadamente, de dar um salto nessa natureza, fazendo com que, acredito, o natural se perdesse, fosse atropelado pelo querer humano, desequilibrando também nesse ponto, em prejuízo próprio. Ouso um parafrasear irônico à Darwin em sua citação polêmica; acreditando que a natureza não evoluía em saltos até ele.

 Busco aqui compartilhar uma observação pertinente ao nosso agora, quando estamos assistindo uma confluência oportuna de manifestações, tanto boas quanto não, mas a preocupação, a intenção principal, reside no desequilíbrio contínuo dessa equação que pende favorável, inequivocamente, ao segundo grupo e, ainda que dispare a equação que faça entender, perigosamente, a necessidade de toda a degradação fazer algum tipo de sentido, convencendo-nos, portanto de sua inevitabilidade, devemos sempre trilhar nossas decisões para caminhos que apontam para uma resposta indefectível: em determinado nível de avanço toda a situação, por mais perversa que possa parecer sofrerá intervenções ao ponto de reversão, demonstrando a versão inequívoca de que a ordem natural sempre prevalecerá, e que, todas as mazelas sofridas servirão também para a reconstrução; porém é sabido que esse estado reverso somente pode acontecer quando um ou vários grupos chegam a um consenso sobre o fato de que um ponto inaceitável de abjeção foi atingido e medidas outras, muitas, contrárias às velhas correntes, precisarão ser tomadas.

O desentendimento sobre essa lei e o abuso da descontinuidade de um cabresto a corrigir o desgaste aviltante por parte do homem, dispara, inevitavelmente, leis outras de correção a nossa revelia fazendo então com que, naturalmente, mas obrigatoriamente, sofram também as conseqüências, todos aqueles que outrora não tiveram a coragem da correção, e, jamais devemos entender essa máxima como castigo, pois a ordenação é caminho natural como foi lembrado.  

Podemos nos orgulhar dos avanços e pesquisas tecnológicas alcançados, e de jamais desfrutarmos, de tanto conforto, ainda que a diferença mundial entre ricos e pobres continue - vide “tragédia dos comuns”[1] -; mas também o vórtice família, religião e vida social está por um fio (ainda mais fino) do desmantelamento no que se refere à verdade sobre esse tripé, digo, sem a hipocrisia de se estar vivendo bem em sociedade;  tanto quanto as dúvidas sobre onde está a certeza com base nas: razão, ciência e divindade.

A questão é; é possível que aceitemos uma nova questão diferenciando-a de todas até aqui propostas, assumindo a partir de então, apenas sua porção metafísica e não teológica, trazendo-a a contextualização do nosso agora? Que seria: Em que medida (ainda) podemos seguir descuidados ou negar o fato de que o que estamos vendo é a resposta direta da lei de causa e efeito transcendendo espaço e tempo? Quem pode afirmar; concordar; negar ou refletir sobre essa verdade: Deus não castiga; ou, que Deus nem mesmo participa nestas questões insanas que se envolve e desenvolve - medita por inúmeras, (e suas) razões - o homem, mas, jamais por não ser de Seu interesse, e, portanto, assumir que de alguma maneira é mais fácil ou até oportuno incluí-Lo no assunto para justamente não abordá-lo? É hora de assumirmos que a ordem natural cobrará seu preço, como sempre o fez, juntamente com o fato de que não fomos suficientemente cuidadosos no que diz respeito a compilar dados passados e que seguimos em desvantagem e a mercê dos números e estatísticas.  

O mundo é muito maior do que podemos imaginar – mesmo o mais romântico dos cientistas -, e não somos o suprassumo do universo. Tudo até aqui foi muito bem romanceado e acreditamos ou queremos acreditar apenas nos capítulos que nós mesmos criamos onde nos vemos como seres superlativos, convenientemente; nossa soberba então, não nos permite acreditar que estamos sob o arbítrio de Leis Maiores, e o que enfrentamos é parte desse processo: efeito da nossa megalomania desenfreada e contínua. Volto, e preciso ponderar ainda mais uma vez: não sou panfletário, muito menos um intelectualóide piegas perdido no tempo/espaço, bem como não procuro atacar ninguém, justamente por entender os meandros da mente humana e compreender parte de suas patologias, em determinadas situações, ainda melhor que alguns biólogos - sem ofensa.

Todos dizem que a filosofia não dá respostas, não sou filósofo no que se refere ao rótulo. O sou no que diz respeito ao pensamento sério e positivo pragmático, destarte, analiso, avalio, pondero e medito, e agora, falo com convicção que finalmente podemos refletir sobre o continuarmos existindo, vivendo e morrendo e voltando à vida - isso para fazer uso de palavras que podem ser compreendidas, afinal a bem da verdade a morte não existe.

De onde vem essa convicção? Por jamais ser devoto a um único partido em detrimento a outros. Não é mais possível discussão onde ocorram defesas de opiniões de ideologias exclusivistas e excludentes, ou um filonar baseado em leis antigas não reformadas – definitivamente, não mais. Precisamos entender a evolução como um aceitar o que honrados seres e senhores deixaram escrito ou mesmo apenas dito. O tomar partido sem a instrução adequada, é retroceder, é se fechar para o outro, para a inteligência externa, para a evolução que aponta para uma existência que assegure algum tipo de liberdade; é defender interesses herméticos ultrapassados ou passíveis de reformas. O defensor da política exclusiva, padrão, limitada, não pensa o humano como um todo por não entender, por desconhecer a unicidade do existir em prejuízo ao "grupo menor", protegendo, não equivocadamente, mas oportunamente, causas próprias – isso também não é mais aceitável. Os membros das novas comissões, dos novos conselhos precisam estudar todo o processo que desencadeou o gargalo em que nos encontramos e entender, primariamente, que não foi apenas uma opinião, a do seu partido, a da sua raça, a da sua política, a da sua religião que esteve sempre agindo em conformidade com a ordem natural do universo; foi e está sendo, exatamente o contrário.   

Deus não castiga, mas devemos finalmente acreditar que existem leis que desconhecemos – Einstein já o sinalizou[2] - ou preferimos negligenciar; fingir que não sabemos – em troca do tempo imediato (imediatismo; superficialismo) - que inexoravelmente foram aviltadas e virão, fatidicamente, cobrar seu quinhão. Não por vingança, mas devido à ordem natural. É chegada à hora de absorvermos isso – e não há romance aqui -; não é castigo, é a conta.

Entendo também a dificuldade de incluir Deus entre as negociações, até por isso tenho mesclado Ele com Leis Superiores, para aos poucos podermos inseri-Los nos discursos políticos não como um ponto a favor daquele que discursa, mas a todos. É certo que estamos todos de mãos atadas, - esse é o preço da democracia do conchavo; precisamos admitir nosso desconhecimento quanto a nossa crença de que o sistema de troca-troca na confiança não é nada confiável no meio corporativo (devido à multiplicidade de partidos), ele tem um tempo de validade, apenas não vem impresso, justamente por ser determinado pela parte que encontrará alguém que lhe ofereça mais vantagens.

Em um meio que fabrica conluios e negociatas com todos os lados para tentar manter a política da “boa vizinhança” – onde pretensos espertos tidos como os mais fortes enganam seus vizinhos; não quero aqui criar caso, porém era preciso que começássemos a trabalhar com um mínimo de cara limpa, sem a hipocrisia que dita nosso discurso – a democracia dos partidos concede poder a todos e em um mundo dinâmico de pessoas (grupos) dispares não há lealdade; fica tudo muito instável. Essa política dos panos quentes diante das câmeras e acordos escusos ou não em frente aos cofres precisa urgentemente ser revista, e ainda que não seja possível concatenar Leis Superiores com acordos ilícitos, precisamos encontrar uma forma, urgente, para melhorar nossa posição frente a nós mesmo e a nossos grupos afins, precisam, alguns, ao menos, ter a coragem de mentir que não está entendendo nada e partir; porém esse não é o melhor caminho, todos precisam estar juntos nesse realinhamento e usar de forma positiva o que foi aprendido até aqui na degradação da vida humana. 
 
Quando refiro-me a hora chegada posso estar sendo utópico, afinal não serei eu a definir este momento, mas afirmo que estamos passando por um gargalo terrível no que se refere a condição humana. Uma série de itens de pauta[3], discutidos em reuniões de G8 ou G80, está ficando tempo demais sem respostas, e o que assistimos são medidas paliativas de recursos e leis para estancar a hemorragia. São pouquíssimas as respostas definitivas que possuímos ou que encontramos quando às reuniões. Por conta dessas não-respostas, distribuímos prêmios a matemáticos e economistas que nos salvem ou protelem da derrocada, tentando encontrar um caminho em meio ao cipoal de acertos e acordos imediatos – em contínuos arranjos que não levaram em consideração o preço final, porém são anunciadas como passos inteligentes – quando a resposta, o sabem: não existe. Arrastar-nos-emos e assassinaremos quanto mais devido a buscas equivocadas em pranchetas, quando era preciso humildade para admitir a necessidade em voltar às negociações de confiança e pautadas em caráter, honra, moral e justiça verdadeiros. Não há outro caminho; não há um único PhD catedrático; por mais prêmios que ofereçamos que vá resolver esta questão.
  
Já provamos nossa capacidade, provamos a nós mesmos e ao mundo o quanto podemos ser bons; isso desunidos. Gostaria que imaginassem esse potencial sendo usado em um acordo comum universal, como uma família em necessidade do pós-guerra. E, ao mesmo tempo que precisamos chegar a isso urgentemente, não precisamos e não é possível chegar lá de imediato, então, uma grande família em cada província, e uma grande mãe em cada estado, em cada país e ao final, todas se entendendo como uma grande família única da Terra.

Não devemos nada para o desenvolvimento. Devemos nos orgulhar do que fizemos em prol de nós mesmos e de tantos outros projetos em andamento; somos e temos inteligência suficiente para realizarmos o que quisermos, porém esse querer não utópico e também não supérfluo precisa ser buscado; um querer real e altruísta, mas precisamos entender antes que desaceleramos de alguma maneira no que se refere ao humano, foi como se nos considerássemos superiores e autossuficientes de tal forma que não precisamos respeitar limites.

Frankensteins hi-tec

Nós fabricamos as bombas; e nos armaremos suficientemente contra aqueles que as fabricam também, e isso acontece em todas as cátedras. Orgulhamo-nos de ser concorrentes habilidosos, e o somos; quando não, desenvolvemos capacidade para sê-lo. Nada nos detém, mas isso é um perigo, vivemos como adolescentes inconsequentes e armados. Em algum tempo passado dizíamos que os médicos brincavam de deus, agora todos os jubilados com acesso a um bom projeto de pesquisas científica torna-se desafiador por entender-se pronto para criar, para desenvolver o que bem entender e dar à luz sem acercar-se dos cuidados necessários, sem entender todo o processo criativo ou a nocividade final de sua cobiça, mais ou menos como Frankenstein. O problema é que os pais dos novos Frankensteins tem a tecnologia a seu favor para dissimular as emendas horríveis planejadas durante o desenvolvimento do seu projeto, disfarçando o engodo e vendendo um artigo nocivo como uma novidade que merece todos os prêmios do mercado (sucesso alcançado somente devido ao des-conhecimento laico, óbvio); o problema maior até não está nas mãos do doutorzinho, mas na necessidade ou inúmeros interesses até mesmo, alguns, com sentido humano do estado instalado. A referência se perdeu na miopia de visionários que enriqueceram e estão longe em suas mansões e iates, alheios e despreocupados enquanto seus filhos criados em laboratório seguem como verdadeiras armas aprontando no “worldshopping”.

Tomemos como exemplo três casos recentes; ao olhemos com mais atenção para o que eram: a Síria, o Egito, a Ucrânia imediatamente antes de seus dois ou três anos das últimas e aterradoras notícias – países prontos, com uma vida quase “normal” aos padrões tido como aceitáveis ao resto do mundo, ainda que com os percalços de governo e região ou ao que conta, deitando um olhar mais criterioso àqueles países, porém, não foi pura falta de diálogo, de inteligência no que se refere a visão futura e talvez, deixar de lado as negociatas e orgulho, partindo para um acordo buscado com vontade e conhecimento, que transformou estas sociedades prontas em escombros? Quem são as pessoas que destroem; e quem são os destruídos! É bastante provável que um único grupo ou indivíduo poderia ter parado em determinado instante e pensar no que adviria, não em vias de tudo ser destroçado, porém antes. Alguns dirão, mas ele teria que se sacrificar, então, onde estão os heróis de hoje? Basta lermos, e teremos uma série de histórias muito mais belas sobre o mártir que o algoz.

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Falta-nos instrução a ponto de precisarmos de religiões,
porém são ainda menos instruídos aqueles que entendem o contrário.

AS




[1] A tragédia dos comuns é um tipo de armadilha social, frequentemente econômica, que envolve um conflito entre interesses individuais e o bem comum no uso de recursos finitos. Ela declara que o livre acesso e a demanda irrestrita de um recurso finito termina por condenar estruturalmente o recurso por conta de sua superexploração. A expressão provém originalmente de uma observação feita pelo matemático amador William Forster Lloyd sobre posse comunal da terra em aldeias medievais, em seu livro de 1833 sobre população. 1 O conceito foi estendido e popularizado por Garrett Hardin no ensaio "The Tragedy of the Commons", publicado em 1968 na revista científica Science2 Todavia, a teoria propriamente dita é tão antiga quanto Tucídides3 e Aristóteles.4
Tal noção não é meramente uma abstração, mas suas consequências manifestam-se literalmente, em questões práticas, como a do Boston Common, onde a superexploração fez com que o Common não fosse mais usado como área de pastagem pública.5(retirado da Wikipédia)

[2] O Grande Cientista não foi o único a fazer referência à existência de uma organização do universo além da compreensão científica; opinião esta que amealhou alguns poucos e é ignorada na sua totalidade por todos os demais, e o cito aqui não por ser o único, mas por sua unanimidade entre estudiosos e não.

[3] A pobreza ainda como um empecilho ao desenvolvimento mundial; as constantes e cada vez mais sérias crises entre países; a dificuldade em equalizar a economia mundial; as sempre mais urgentes, questões ambientais; a dificuldade em estabelecer uma regra de comércio comum; governos corruptos ou sob orientações em desalinho a uma política única ou ao menos que possa ser emparelhada a mundial; violência de toda ordem; epidemias; estados radicais; o sempre atuante terrorismo, grupos entendendo-se excluídos ou injustiçados etc.     

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Ah! Se o PT pensasse



Se o PT fosse esperto não tentaria vencer o pleito de 2014

terça-feira, 9 de setembro de 2014

PeTrobrás de novo



Ainda bem que existe a Petrobrás

Ao observar o mais novo absurdo envolvendo a Petrobrás penso que talvez seja por isso que o PT tanto reclamou das privatizações feitas por FHC; agora tudo tem que sair apenas de uma cesta.

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Aqueles que não votam no PT por medo de eles privatizar a Petrobrás podem ficar tranquilos, ele não irão matar essa galinha dos ovos de ouro.

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Se por um lado, ao assistir o tom sério das propagandas sobre a segurança da urna eletrônica, e entender que, qualquer um, é normal, desvia a atenção daqueles malfeitores formados por uma panelinha que se alterna a anos no poder, onde, quase podemos criar uma espécie de conspiração nos permitindo crer que toda essa segurança tem um objetivo possível: não permite que outros non gratos a esse clube encontrem uma fórmula de burlar o sistema, entrando indevidamente, por outro; onde está a graça de o TSE propagandear um sistema tão protegido se os escrutinados são a síntese do que estamos assistindo nas notícias sobre a Petrobrás hoje?