domingo, 24 de agosto de 2014

Quando enfim dar-se-á a evolução?



Não sou uma pessoa religiosa no que diz respeito às seitas, e organizações religiosas que pululam em meio às matilhas. Tenho um apreço especial pelo Zen Budismo, porém não entendo como totalmente auspicioso a passividade de seus membros se essa passividade parte apenas da mente e não do coração, por exemplo. Tendo mais para a energia de justiça liberada do coração – que ela se faça -, porém abomino a energia articulada apenas na mente que ignora tudo o mais, que não pondera com inteligência, e é justamente devido ao confronto dessas duas vertentes que vivemos ainda na Idade Média em relação à justiça.

A ciência já provou a diferença de comportamento dos indivíduos, nisso estamos evoluindo, porém empacamos no homem inconsciente que ignora o todo, o conjunto, por exemplo. Se existem diferenças entre nós, falo inicialmente das diferenças brutais, chocantes. Não é possível que tratemos a todos da mesma maneira, nem mesmo em pensamento. Neste ponto existe, sempre, fatidicamente o racha entre, cultura, religião, moral ou até direitos humanos, porém era preciso entender que até as lideranças destes movimentos são mais partidárias patológicas que ideológicas, ou seja, alguns deles jamais deveriam estar ali expondo suas opiniões e muito menos suas vontades e até direito por conta do cargo que ocupam, então é neste ponto que entro com minha percepção de religião, e foi por isso que abri este texto evidenciando minha opção, embora o assunto aqui tenda mais ao científico, mas já chegaremos lá.

O fato de não optar cegamente por esta ou aquela religião e tê-las estudado a todas me faz crer que elas não existem em vão, ou seja, precisamos de um credo, dada a situação, o nível em que a evolução caminha, porém quando Carl Segam falou que “a religião é fruto do seu tempo”, fui mais longe e entendo, ou melhor, interpretei que este tempo, por mais que se exceda, aglutinará, inexoravelmente, em um divisor de águas em que não precisaremos mais adorar deuses, por não haver cabimento nesse agradecimento primitivo. Deveremos em algum instante inaudito nos entendermos verdadeiramente parte de um processo único e perfeito que não terá um senhor para ser agradecido, talvez senhores que entendamos como uma comissão superior, isso no máximo, porém sendo tão iguais quanto as maiores diferenças do universo, se é que seja possível compreender isso.

Por que tudo isso? Ordem; é o estado natural do universo; independente dos especialistas. Basta olháramos ao nosso redor o ciclo natural biológico e astral por exemplo, e, ainda que tenhamos estes exemplos de perfeição, vivemos tempos de desordem e caos entre nós humanos, e é desnecessário enumerar aqui os motivos; é a partir daqui que entendo que deveríamos também estarmos desenvolvendo uma consciência inteligente sobre a união verdadeira entres os povos a começar por nosso distrito, afinal não é possível que tratemos todos os foras-da-lei da mesma maneira, eles são diferentes e este estado de Idade Média deve também ser extinto; como devemos igualmente assumir leis mais duras para que cessem os incentivos, principalmente à violência, num primeiro momento; e ainda que tenha um pé atrás em relação a forma que são dirigidas as religiões, acredito que a ideia de punição é bastante válida, e que, de alguma forma, precisamos temer o depois no que se refere a cometermos atos de barbárie e sairmos impunes – ou protegidos por algum tipo de organização, também passível de punição -, ou qualquer outro que para os patológicos contumazes ou malandros que conseguem escorregar pelas vias legislativas retrogradas, terão, indiscutivelmente, sua vez de acertar as contas; o que não pode é uma população inteira continuar sofrendo devido a esta falta de um ajuste definitivamente sério.

Ainda que não seja possível tratar da mesma maneira, apenas como criminosos os matadores em série, os pedófilos; ou discriminar radicalmente os gays ou viciados, ou aqueles que praticam algum tipo de discriminação racial, - estes, por conta de um ignorar doentio, ainda são aceitos como normais no seu meio social, demonstrando quão difícil é a empreitada. De posse disso, entendo que era preciso que fossem atacados urgentemente a imprensa e os sites que espalham vídeos e veiculam notícias fora do padrão jornalístico informativo, quando é sabido que almejam apenas com este expediente que seus periódicos alcancem um número maior de audiência ou seguidores.

 Não também, então, e veementemente, ao Site Marrom, estes veículos devem ser exterminados, banidos do meio social. Todo o incentivo ao sexo e a violência, por exemplo, precisam ser extintos, e o que fez uma Rede Social esta semana ao excluir os perfis de seguidores do Twitter que mostraram o vídeo do jornalista James Foley sendo decapitado é um exemplo a ser seguido.


Precisamos de regras inteligentes e radicais; urgentemente, para sair deste estado de barbárie em uma ponta, e esta legislação que nos remete a Idade Média tratando todo o fora-da-lei como igual e negligenciando aquele que discrimina na outra. 

Precisamos pensar; meditar, que: ainda estamos vendo o desespero em vídeos; ou fazemos algo ou nossos filhos o presenciarão em seus parcos domínios.

Nenhum comentário:

Postar um comentário