quinta-feira, 31 de julho de 2014

E no jardim zooinlógico



Manchete: Tigre preso no jardim “zooinlógico” de Cascavel arranca braço de criança de 11 anos.

1.   A ainda ignorância de manter animais presos para a visitação de outros animais que nada têm na cabeça ao se valer disso para passar o tempo – de uma insanidade que ainda tem a pachorra de chamar de distração;
2.   Um pai que segundo a notícia incentivou o filho a permanecer próximo a jaula invadindo a área proibida aos animais tidos como inteligentes;
3.   A falha dos animais tidos como inteligentes que deveriam entender que outros animais da mesma espécie poderiam ser ainda menos inteligentes que os demais;
4.   Outros animais tidos como inteligentes que preferiram filmar os atos “puros” da criança enquanto corria o risco de ser atacada pelo Tigre;
5.   Ao final, foi premiada uma vez mais a animalidade (sempre presente imbecilidade) humana que agora se farta assistindo ao vídeo (como canibais devorando o próprio sangue) em seus maravilhosos aparelhos, isso por enquanto; até que elas mesmas façam parte, um dia, apenas como lembranças horríveis nas telas futuras assistidas por seus iguais, ao terem sido finalmente vencidas por suas estultices.
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Vídeo premiado do dia


Menino tem braço 'comido' por tigre no zoológico de Cascavel.
Ele alimentava e acariciava os animais do lado de dentro da grade de proteção
Um menino de 11 anos foi atacado por um tigre na tarde desta quarta-feira (30), no Zoológico de Cascavel. Ele passeava com o pai e um irmão de 3 anos de idade quando ocorreu o ataque.
Socorristas e o médico do Siate prestaram os primeiros atendimentos a criança que foi levada às pressas ao Hospital Universitário (HUOP). Ele teve uma laceração (nervos arrancados) completa no braço direito, e precisou ser entubado ainda no local.
Uma família de Santa Catarina também visitava o espaço, e de acordo com eles, o menino estava em uma área proibida (entre a grade de proteção e a grade das jaulas) e dava comida para o tigre e também para o leão, além de acariciá-los. Eles filmaram, pois acharam um absurdo a situação.
Nas imagens o menino tira comida do bolso e fornece ao animal. O braço dele entra por completo entre as grades. Em outros momentos ele corre de um lado para o outro. O tigre se sente incomodado.
A família resolve ir embora, pois também estavam com crianças, e não concordavam com a atitude. Logo depois escutaram os gritos e retornaram. O professor de música Ricardo Espíndola foi quem auxiliou o pai a retirar o menino de perto da jaula.
Eles deitam o menino no chão e aguardam pelo socorro médico. Segundo relatos, a todo momento a criança grita implorando pelo braço, pois já não o sentia. "Ele estava dando pedaços de alimento, carne e passando a mão, mexendo na pata, nós terminamos de ver os animais, íamos para casa, escutamos os gritos, eu falei, deu problema. Descemos e vimos o pai desesperado correndo com o menino com o braço pendurado, eu ajudei a tirá-lo de perto da grade e chamamos a ambulância", relatou Ricardo. "Ele conversava, mas estava em estado de choque, já falava coisas sem nexo, falava que iria morrer".
A noiva de Ricardo, Fernanda Aparecida Matias, disse que pensou que o pai trabalhava do zoológico por isso a intimidade da criança com os animais. "Ele disse que o menino gostava de bicho mesmo". Ela continua, "o pai estava junto e o menino sempre com o braço para dentro da tela , tentando tratar, tirando coxinha de dentro do bolso, a gente achou "deve trabalhar aqui", nós olhávamos mas ao mesmo tempo ficávamos revoltados porque ele mexia no bicho e o bicho não queria, estava irritado. Falamos quer saber vamos embora, porque o pai não fazia nada e assim que saímos escutamos os gritos e voltamos e o meu noivo ajudou a tirá-lo com o braço daquele jeito".
De acordo com a bióloga do Zoo, Vanilce Oliveira, o tigre que atacou o menino chama-se Hu, tem 3 anos de idade incompletos e é um dos felinos mais dóceis do parque. Ele pesa cerca de 230 quilos e é acostumado com a visitação, mas acredita-se que a maneira com que houve a exposição gerou stress para o animal que acabou atacando o menino numa forma de espantá-lo.
Outra questão levantada pela bióloga é que o animal estava bem tratado, por isso não atacou por fome. Ele foi colocado em uma área de manejo e ficará em observação. "A gente procura manter os guardas mais nesta área, eles foram fazer ronda no recinto dos macacos e neste momento o pai se aproveitou da ausência do guarda para fazer este ato. Vamos verificar com a supervisão o que realmente ocorreu e se for uma atitude errada do guarda, nós vamos tomar as medidas cabíveis", explicou Lauri DallAgnol.

Próximo ao recinto dos leões há uma guarita, onde segundo o chefe da Guarda Patrimonial, fica um dos guardas, que no momento estaria no recinto dos macacos. Ele relata que vai apurar se houve falha do servidor.

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