Manchete: Tigre preso no
jardim “zooinlógico” de Cascavel arranca braço de criança de 11 anos.
1. A
ainda ignorância de manter animais presos para a visitação de outros animais
que nada têm na cabeça ao se valer disso para passar o tempo – de uma insanidade
que ainda tem a pachorra de chamar de distração;
2. Um
pai que segundo a notícia incentivou o filho a permanecer próximo a jaula invadindo
a área proibida aos animais tidos como inteligentes;
3. A
falha dos animais tidos como inteligentes que deveriam entender que outros
animais da mesma espécie poderiam ser ainda menos inteligentes que os demais;
4. Outros animais tidos como inteligentes que preferiram filmar os atos “puros” da
criança enquanto corria o risco de ser atacada pelo Tigre;
5. Ao
final, foi premiada uma vez mais a animalidade (sempre presente imbecilidade) humana que agora se farta assistindo
ao vídeo (como canibais devorando o próprio sangue) em seus maravilhosos aparelhos,
isso por enquanto; até que elas mesmas façam parte, um dia, apenas como
lembranças horríveis nas telas futuras assistidas por seus iguais, ao terem sido finalmente
vencidas por suas estultices.
*
Vídeo premiado do
dia
Menino
tem braço 'comido' por tigre no zoológico de Cascavel.
Ele
alimentava e acariciava os animais do lado de dentro da grade de proteção
Um
menino de 11 anos foi atacado por um tigre na tarde desta quarta-feira (30), no
Zoológico de Cascavel. Ele passeava com o pai e um irmão de 3 anos de idade
quando ocorreu o ataque.
Socorristas
e o médico do Siate prestaram os primeiros atendimentos a criança que foi
levada às pressas ao Hospital Universitário (HUOP). Ele teve uma laceração
(nervos arrancados) completa no braço direito, e precisou ser entubado ainda no
local.
Uma
família de Santa Catarina também visitava o espaço, e de acordo com eles, o
menino estava em uma área proibida (entre a grade de proteção e a grade das
jaulas) e dava comida para o tigre e também para o leão, além de acariciá-los.
Eles filmaram, pois acharam um absurdo a situação.
Nas
imagens o menino tira comida do bolso e fornece ao animal. O braço dele entra
por completo entre as grades. Em outros momentos ele corre de um lado para o
outro. O tigre se sente incomodado.
A
família resolve ir embora, pois também estavam com crianças, e não concordavam
com a atitude. Logo depois escutaram os gritos e retornaram. O professor de
música Ricardo Espíndola foi quem auxiliou o pai a retirar o menino de perto da
jaula.
Eles
deitam o menino no chão e aguardam pelo socorro médico. Segundo relatos, a todo
momento a criança grita implorando pelo braço, pois já não o sentia. "Ele
estava dando pedaços de alimento, carne e passando a mão, mexendo na pata, nós
terminamos de ver os animais, íamos para casa, escutamos os gritos, eu falei,
deu problema. Descemos e vimos o pai desesperado correndo com o menino com o
braço pendurado, eu ajudei a tirá-lo de perto da grade e chamamos a
ambulância", relatou Ricardo. "Ele conversava, mas estava em estado
de choque, já falava coisas sem nexo, falava que iria morrer".
A
noiva de Ricardo, Fernanda Aparecida Matias, disse que pensou que o pai
trabalhava do zoológico por isso a intimidade da criança com os animais.
"Ele disse que o menino gostava de bicho mesmo". Ela continua,
"o pai estava junto e o menino sempre com o braço para dentro da tela ,
tentando tratar, tirando coxinha de dentro do bolso, a gente achou "deve
trabalhar aqui", nós olhávamos mas ao mesmo tempo ficávamos revoltados
porque ele mexia no bicho e o bicho não queria, estava irritado. Falamos quer
saber vamos embora, porque o pai não fazia nada e assim que saímos escutamos os
gritos e voltamos e o meu noivo ajudou a tirá-lo com o braço daquele
jeito".
De
acordo com a bióloga do Zoo, Vanilce Oliveira, o tigre que atacou o menino
chama-se Hu, tem 3 anos de idade incompletos e é um dos felinos mais dóceis do
parque. Ele pesa cerca de 230 quilos e é acostumado com a visitação, mas
acredita-se que a maneira com que houve a exposição gerou stress para o animal
que acabou atacando o menino numa forma de espantá-lo.
Outra
questão levantada pela bióloga é que o animal estava bem tratado, por isso não
atacou por fome. Ele foi colocado em uma área de manejo e ficará em observação.
"A gente procura manter os guardas mais nesta área, eles foram fazer ronda
no recinto dos macacos e neste momento o pai se aproveitou da ausência do
guarda para fazer este ato. Vamos verificar com a supervisão o que realmente
ocorreu e se for uma atitude errada do guarda, nós vamos tomar as medidas
cabíveis", explicou Lauri DallAgnol.
Próximo
ao recinto dos leões há uma guarita, onde segundo o chefe da Guarda
Patrimonial, fica um dos guardas, que no momento estaria no recinto dos
macacos. Ele relata que vai apurar se houve falha do servidor.

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