terça-feira, 17 de junho de 2014

Uma ânsia muitíssimo particular



Comentar ou levantar um assunto que remeta à política brasileira no meu caderno particular de anotações que considero digno apenas de textos de suma importância é quase um sacrilégio. O faço, penso neste instante, mais para forçar um registro.

São 7:30hs. do dia 15 de junho de 2014, um domingo chuvoso. O país vive em polvorosa no clima da Copa – obrigado ou não - e nada melhor a fazer aos cinqüenta anos que continuar na cama, despreocupado. Mas cá estou a registrar um texto político antes de verificar as notícias do dia. Porém, talvez seja exatamente pelo fato de que ontem, dando continuidade ao processo eleitoreiro de 2014 onde partidos, ou, que mais partidos lançaram nomes para completar o pleito, inserindo-se na disputa com nomes que imaginam retirar a hegemonia do PT do comando (?) do governo, me trouxe ao caderno.

Estas palavras então carregam mais à idéia de gerar algum tipo de força, de acordar, de gerar energia, de vontade, de querer, no intuito de que alguma espécie de poder superior seja tocado com a minha vontade, e se esta vontade fizer sentido e se somar a algumas outras, estes Amigos de Luz, ao ouvir-me, entendam meu pensamento que, se quero o PT fora do governo é por acreditar que este partido não tem; talvez jamais tenha tido perfil, domínio, conhecimento, inteligência, mas principalmente humildade para assumir erros, - no mínimo e por exemplo - para ficar ainda mais quatro ano na presidência.

Quero deixar claro aqui que não acredito que seja um presidente, um homem, uma pessoa somente, por vontade própria, que muda um país. Que nem mesmo um partido inteiro pode conseguir, mas insisto que este partido que agora aí está não tem nada além de orgulho de se perpetuar, ou mesmo se manter no poder, e hoje é fato que mais o faz porque, perdendo, corre sérios riscos – riscos que não existiam no primeiro mandato – de ser investigado ou ter suas contas desmascaradas. Cabe a cada um de nós desvendarmos esta questão.

Ontem, meu vizinho, funcionário público, comentou a velha história do o Sr. Lula que, somado ao filho, possuem um patrimônio muito superior ao declarado, algo absurdo – o valor e toda essa fofoca. Mas a questão não é essa, estou a citá-la, devido à coincidência do fato; afinal, um homem público descente não pode correr o risco de ter seu nome envolvido dessa maneira. Pelo sim pelo não, provado ou não o que já foi ventilado ao longo desses anos petistas em torno de uma série de seus afiliados, inclusive o ex-presidente; um ato de hombridade, de moral, de caráter, caso nada devessem, seria o afastamento por conta própria da vida pública.

Por outro lado, não é bisbilhotice observar; como um homem em apenas uma geração, saindo da miséria, consegue levantar os valores que gira; ventilados, em torno do nome de sua família? Levando em consideração que teve, praticamente, apenas um emprego ao então se lançar à política.
Todos aqueles que me conhecem sabem que isto para mim é o que menos importa, afinal levanto uma situação que, particularmente, não me diz respeito, porém é verdade que este não deve ser o perfil de um homem, de um estadista em tempos de conciliação e entendimento, ainda mais para alguém que entende de pobreza em um país que vem sofrendo este tipo de aviltamento desde sempre.

O problema do Brasil hoje é a administração, e o partido que o governa não tem pulso para mudar, se isso entendesse; ou fazer as mudanças minimamente necessárias.

Não acordei a esta hora porque o estado do país me tira o sono, jamais, porém entendo que se assim continuar, muitos pais de família o farão. A violência pode atingir níveis insuportáveis e não existe segurança alguma de que investimentos externos terão como destino a economia brasileira. Não há segurança quando o governo ainda insiste em aliar-se a extremistas como o Maduro e os irmãos Castro. Não ser enérgico com países como o Irã ou não intervir devidamente ou ao menos opinar com ênfase quando se depara a uma administração fascista como a da Argentina, ou seja, essa política panos-quentes que demonstra apenas incapacidade ou conivência e jamais diplomacia. O Brasil, com o poder que tem na América Latina, deveria impor-se como um comandante de respeito, porém o Uruguai e o Chile dão mostras de mais seriedade que nós – com todo o respeito que devemos – também por isso - a estes dois países.

Sei que é histórico e possível que um império venha abaixo, porém nós estamos longe disso, - de sê-lo - o que significa que nada impede de nos transformarmos em um país de submundo, principalmente devido a nossa extensão, o que faz com que sejamos mais lentos e vulneráveis e dependentes de uma administração eficazmente estudada.

Penso também agora que muitas melhoras ocorrem depois de o caos instalado, porém entendo que ainda há tempo, que ainda temos força, riquezas e homens inteligentes e capazes de, a partir deste quadro sinistro que se desenvolve, mostrando o resultado da falta de percepção e do orgulho hitlerista* de senhores que se dizem proprietários do país, desviá-lo da colisão eminente.

O que precisamos descobrir é se estes valores restantes que possuímos tanto em caixa quanto sociais servirão para que o próximo governo continue a política do abrandamento, de negociatas e corrupções ou os utilizará para que possam geri-lo dando mostras de que não somos apenas uma raça miscigenada de urupeenses sem valor patriótico que não entende nada de honra, nos voltando a um estado que acena para o novo, para o globalizado na sua mais pungente representação, onde a percepção inteligente e os discursos sérios, calcados no entendimento e em alianças que visam o respeito mútuo demonstrarão que podemos ser o que jamais fomos.


*Alguns compêndios dão conta de que foi o medo de Hitler que o levou a estender a guerra até a impossibilidade de freá-la.

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