segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Há tempos que ouço:



“os jovens são o futuro do país”

Sempre atento à ebulição sócio político mundial, com atenção redobrada às últimas notícias devido aos acontecimentos de acomodações (ou seria desacomodações?) das últimas décadas em todas as partes, neste sempre espinhoso quesito. Então, observando e analisando com mais carinho a participação quase sempre massiva dos jovens nas insurgências protestistas, deparo-me, ou convenço-me; de posse de um apanhado, de uma coleção de acontecimentos históricos, quando arquivos de um e outro país, com ou sem ditadores declarados, me esclarecem, (com uma visão nada distorcida) que é fácil entender a frase “o jovem é o futuro do país” – não posso me eximir de culpa aqui, aliás, esta falta agora me dá respaldo, corrobora desavergonhadamente minha opinião. Pois, somente hoje compreendo que os comandantes, com seus discursos manejadamente inflamados, e de posse – quase em sua maioria - de personalidades irresistíveis, (colando aqui a observação de um destes historiadores lidos) para estes alunos que pouco ou nada sabem da vida, conseguem impor o que querem em cabeças ainda vazias de experiências, porém cheias de sonhos, expectativas e crenças que, quando habilmente manipuladas, armam contra si mesmos as arapucas que tornarão seu futuro tão incerto quanto o foi da geração de seus pais e será ainda... de seus filhos.

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