sexta-feira, 31 de maio de 2013

Liberdade de expressão, bhã!



Jornalista é condenada a pagar por fazer denúncias que envolvem o clã Sarney. Não conhecemos a jornalista e nem estamos aqui a defendê-la, apenas entendemos apropriado lembrar este fato na semana em que foi divulgado que o Brasil não é referência no que diz respeito à liberdade de imprensa.

        Se somos contra os Saney’s? Sei lá; isso não conta, afinal tanto faz como tanto fez para todos e também para eles, não vai fazer diferença, e ainda tem o agravante do nosso histórico vergonhoso em relação as pessoas que emitem opiniões que fogem do ordinário comum.

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Um pouco do que pouco se disse...


Jornalista de Macapá é condenada a pagar 2 milhões. Sarney nega processo

A Justiça Eleitoral do Amapá determinou, em recente decisão, o bloqueio da conta bancária da jornalista e professora aposentada Alcinéa Cavalcante Costa, por conta de um comentário de um internauta a uma publicação da jornalista em seu blog durante das eleições de 2006. O comentário referia-se a José Sarney, que na ocasião era candidato ao Senado, e nega ser o autor do processo

Alcinéa Costa recorreu da sentença absurda
Em 2006 Alcinéa sugeriu a confecção de um adesivo com os dizeres "o carro que mais parece comigo é o camburão da polícia". E lançou uma enquete onde os participantes indicavam qual político deveria receber o adesivo. José Sarney foi um dos citados.

Em recentes declarações à imprensa, Sarney negou ser o autor do processo, afirmou não ter interesse na indenização - que segundo cálculos atualizados ultrapassa a casa dos R$ 2 milhões - e atribuiu tal iniciativa a um advogado do PMDB. A jornalista recorreu da decisão.

Para o presidente da FENAJ, Celso Schröder, a condenação à jornalista é descabida e agride as liberdades democráticas. Schröder sugeriu que o senador, que tem registro profissional de jornalista, determine à assessoria de seu partido a retirada da ação. "Reconhecidamente o senador é, inclusive, proprietário de veículos de comunicação, e por diversas vezes fez a defesa efusiva das liberdades de expressão e de imprensa. Ele há de convir que condenar uma profissional pelo comentário de um leitor é um excesso", disse.
Fonte: FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas)

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