domingo, 20 de janeiro de 2013

Ano 2013. Mês Janeiro. Descaso No. 10.926



Há casos em que mesmo o silêncio não diz nada... aqui temos um exemplo.
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O que temos na rede


http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2013/01/laboratorio-suspende-producao-de-remedio-essencial-contra-leucemia.html

Laboratório suspende produção de remédio essencial contra leucemia
A questão é que não há, no país, um substituto para esse produto.
Médicos brasileiros estão preocupados com uma decisão tomada por um
laboratório, que vai parar de vender um medicamento importantíssimo
para o tratamento de crianças com leucemia. A questão é que não há, no
país, um substituto para esse produto.
Resta apenas uma única ampola de asparaginase para o tratamento das
crianças com leucemia linfoide aguda no hospital em Passo Fundo, no
norte do Rio Grande do Sul. A doença atinge cerca de três mil pessoas
por ano no Brasil.
“Estamos usando essa última. Já entramos em contato com outras
instituições que têm essa medicação para ver se conseguirmos
emprestada”, diz Pablo Santiago, chefe do serviço de hematologia e
oncologia pediátrica do HSVP.
O único laboratório que comercializa a asparaginase, vendida sob o
nome de elspar no país, anunciou a suspensão do fornecimento do
produto. A empresa não deu muita explicação. Declarou apenas que tomou
a decisão por motivos técnicos. Segundo o laboratório, o remédio será
fornecido somente por mais seis meses.
Menos de 30 dias depois dessa notificação, muitos hospitais já não
conseguem mais comprar a asparaginase. A Santa Casa de Porto Alegre
(RS) é um desses hospitais. Atualmente no estoque da farmácia há 30
ampolas, o suficiente apenas para mais um mês. Um substituto para o
remédio existe, mas é mais caro é não vendido no Brasil.
Os médicos afirmam que a permissão para importar o produto substituto
é demorada, mas que o impasse poderia ser resolvido com algumas
mudanças na legislação.
“Remédios essenciais devem ser tratados de modo diferente. Uma entrada
menos burocrática, você facilitar a importação em situações de
urgência”, explica o hematologista e oncologista pediátrico Cláudio
Galvão de Castro Júnior.
O risco de desabastecimento de remédios para o tratamento do câncer
não é novidade. Em 2011, autoridades já sabiam do problema. Um
documento do Instituto Nacional do Câncer (Inca) mostra que um grupo
de trabalho foi criado para pedir uma solução.
Para pacientes como Isabele, que está começando o tratamento, as
chances de cura com a asparaginase podem chegar a 90%. A família se
preocupa, agora, com a falta do medicamento.
“Para nós o que ela tem é uma doença gravíssima. E nós estamos
preocupados. Estamos sem chão. Mas a minha filha vai ficar boa”,
acredita a dona de casa Jocemara de Freitas.
O laboratório informou que está trabalhando no lançamento de uma nova
marca de asparaginase no Brasil, e também de um substituto desse
medicamento. Mas não deu um prazo para o lançamento dos produtos. O
Ministério da Saúde declarou que fará uma reunião com representantes
da empresa para entender os motivos que levaram à decisão de
interromper a venda. Na semana que vem, o ministério vai pedir que
outros laboratórios apresentem, em caráter de urgência, uma
alternativa para atender à demanda.

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