quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Pedrinhas...





Há décadas sob a jurisdição do clã Sarney

ü  Quase 60 assassinatos;

ü  Violação dos direitos humanos de toda ordem;

ü  Sob o comando de facções internas dos presos;

ü  Relatórios garantem o desmando e a inoperância do governo;

ü  Representantes do governo federal não tiveram autorização dos presos para verificar o presídio na sua totalidade;

ü  Dezenas de mulheres são estupradas ou obrigadas a manter relações sexuais em troca da vida de seus irmãos ou companheiros;

ü  Etc..., etc... etc...

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Chefões do crime estupram mulheres de detentos na penitenciária do Maranhão


A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), perdeu a autoridade sobre um pedaço do território do seu Estado. No Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, quem manda é o crime organizado. Essa espécie de terceirização do cadeião maranhense às facções criminosas será retratada em relatório a ser entregue nas próximas horas ao presidente do STF, Joaquim Barbosa, e ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Chama-se Douglas de Melo Martins um dos redatores do documento. É juiz auxiliar da presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Após visitar a penitenciária de Pedrinhas, ele adicionou ao rol de mazelas já colecionadas em inspeções anteriores uma novidade macabra: mulheres e irmãs de presos são forçadas a manter relações sexuais com chefes das facções criminosas que controlam a cadeia: o Primeiro Comando do Maranhão e o Bonde dos 40.

“As parentes de presos sem poder dentro da prisão estão pagando esse preço para que eles não sejam assassinados”, relata o doutor Douglas. “É uma grave violação de direitos humanos.” A atmosfera de caos facilita os estupros. No presídio do Maranhão, a tradicional separação dos presos em celas não existe mais. As grades foram arrombadas em rebeliões. Grupos de 250 a 300 presos compartilham suas iras e angústias misturados nas galerias.

Não há nesse inferno prisional espaço adequado para as visitas íntimas, tal como previsto em lei. O bom senso recomendaria que, em tais circunstâncias, os contatos físicos dos presos com suas mulheres e namoradas fossem suspensos. Não foi o que sucedeu no complexo de Pedrinhas. A direção da unidade não teve pulso para proibir as relações sexuais. Elas ocorrem ali mesmo, nas celas abertas. Por quê? Ora, porque os mandarins do crime querem que seja assim.

“Por exigência dos líderes de facção, a direção da casa autorizou que as visitas íntimas acontecessem no meio das celas”, conta o juiz Douglas Martins. Em contato com o secretário de Justiça e da Administração Penitenciária do Maranhão, Sebastião Uchôa, o enviado do CNJ pediu providências. O auxiliar da governadora Roseana “prometeu acabar com a prática”. Vivo, Garrincha perguntaria: ‘Já combinaram com o Primeiro Comando do Maranhão e o Bonde dos 40?

O olheiro do CNJ trouxe do Maranhão outra evidência de que o Estado manda pouco, muito pouco, quase nada na penitenciária de Pedrinhas. A inspeção dos visitantes só alcançou as áreas que os presos consentiram. “Como as celas não ficam fechadas, os agentes de segurança recomendaram não entrar”, relata o magistrado Douglas Martins. Por quê? Os barões da cadeia não autorizaram. “Seria muito arriscado”, declara o juiz.

Apenas no ano de 2013, estima-se que morreram na penitenciária do Maranhão mais de 50 detentos. Na penúltima rebelião, ocorrida na semana passada, feneceram cinco, três deles com as cabeças apartadas dos respectivos pescoços. Foi a imagem medieval das decapitações que levou o CNJ de volta às mazelas de Pedrinhas. Acompanhou o doutor Douglas um representante do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o conselheiro Alexandre Saliba.

Na última sexta-feira (20), em visita à governadora Roseana Sarney, Alexandre Saliba entregou-lhe ofício remetido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. No texto, o chefe do Ministério Público Federal requisitou informações sobre as providências eventualmente adotadas para deter o descalabro do sistema prisional. Deu três dias de prazo para o envio de uma resposta. Roseana disse a Saliba que atenderá à requisição de Janot nesta terça-feira (24) natalina. Será?

Conforme já noticiado aqui, Janot cogita requerer ao STF a decretação de uma intervenção federal no Maranhão. O descontrole da penitenciária de São Luís vem sendo atestado por emissários de Brasília desde 2011. Pressionando aqui, você chega a um relatório referente à inspeção anterior à que ocorreu na semana passada. Deu-se em outubro de 2012, nas pegadas de outra rebelião, que levou à cova dez presos.

O documento faz menção a uma audiência dos inspetores com Roseana Sarney. Nessa reunião de um ano e dois meses atrás, a governadora prometera erguer 11 novos presídios em seis meses –um em São Luís e outros dez no interior do Estado. Entre uma rebelião e outra, com a promessa da governadora de permeio, nada mudou na cadeia de Pedrinhas. A penitenciária continua sendo o melhor local para a construção de um Maranhão inteiramente novo. Caos não falta.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Uma leitura de mundo para fim de ano




Vivemos reféns de gostos imputados, de comportamentos duvidosos e estranhos a uma essência pura; deveríamos voltar à pureza então? Nada. Compreender e não apenas aceita que o processo é irreversível seria uma via, e, que o progresso é condição natural do homem inteligente, porém, de alguma maneira conscientizar-se sobre por um freio aos atropelos desta inteligência dinâmica que se soma as paixões da vida pungente; reside aí a dificuldade de equilibrar melhor nossas ações.

O homem descobriu seu poder e que nada lhe é impossível. Somente o tempo o distancia da meta imposta, mas este é mais um perigo que uma benção, pois nos parece que há tempos ele não tem se preocupado em como pagará a conta decorrente deste estado de coisas.    

domingo, 22 de dezembro de 2013

O “nunca” quase batendo o “tarde”



         Parece certo que finalmente esta pobre coitada estará fora da grade da Globo no próximo ano.

        Vantagem, ou lucro para o telespectador: um pouco menos de má influência - segundo a imprensa, para seu ego, o estrago é irreparável.  
        Só não será possível reverter o que 30 anos desta mulher na TV brasileira, diariamente, causou a formação de nossas crianças e adolescentes.

 

sábado, 21 de dezembro de 2013

Padrão Globo



        A participante Khrystal, eliminada do The Voice Brasil reclamou que lhe escolheram uma música de forma à que ela fosse eliminada.

        Mas, e daí? Era na Globo, ela esperava o que? Relaxa e aproveita a oportunidade e colha as benesses. Não tem muito mais o que ser feito a partir do instante em que se submeteu ao padrão Globo na guerra por audiência.

        Deveria entender o que é fazer sucesso na Globo antes de se inscrever – o preço é alto. Agora cagou e sentou em cima. Aqui vale a velha máxima do Raul: “para entrar em buraco de rato, de rato você tem que se transar.”

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Algo mais a respeito:

sábado, 14 de dezembro de 2013

Bono Blind



Bono Vox compara lula a Mandela??????


        Inteligência atrofiada: Mais uma vez fica provado que a inteligência ocupa apenas uma parte do cérebro do homem.

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        Quem assistiu ao Globo rePórTer ontem, a situação miserável da saúde pública no Brasil não consegue imaginar como este governo ainda consegue manter-se dominando e liderando as pesquisas. Será que o resto é ainda mais resto que a situação apresentada na última década?

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E mais uma vez uma celebridade perdeu a chance de ficar calada, como se já não bastasse o Bono ter elogiado o nosso metalúrgico anos atrás, aproveitou um momento muito especial para o mundo para falar uma asneira dessas, será que ele sofre apenas de miopia?

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A dúvida é: o PT está usando o Bono como garoto propaganda enquanto dá dinheiro não se sabe de onde para suas campanhas humanitárias ou isto faz parte da cegueira oportunista que a tantos no Brasil já atacou; inclusive aos nossos tipos intelectuais como o Chico Buarque e o Paulo Coelho que já falaram a favor do PT?

*

Na música “BAD” Bono canta “I’m not sleeping”. Se enxergasse realmente deveria fazer uma correção na letra e mudar a conjunção do verbo para os próximos shows, conjugando a frase no passado.

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O Bono agora dorme; enquanto nós temos pesadelos

domingo, 8 de dezembro de 2013

AFreedom

 

Free 4ever Madiba
 
“Eu aprendi que a coragem não é a ausência de medo,
mas o triunfo sobre ele.
O homem corajoso não é aquele que não sente medo,
mas aquele que conquista por cima do medo."
N. Mandela
 
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Hugh Masekela – Coal Train – DVD UK Freedom



terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Em tempos de showmixo




Depois que Rita cantou, “Tudo vira bosta”, me parece que ela meteu o pé na jaca geral, e tá fechando com chave de m... com esta parceria com o Sérgio Britto; e daí, ela iria dizer, afinal tudo vira bosta mesmo.

 Quando a gente envelhece é quer se manter na “onda” é f... estão aí o RC, o Caetano, e mais uma meia dúzia pra comprovar.
 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Falência da providência



 

Nos tempos de piá, o velho Franco brincava quando usavam a expressão: “tomar uma providência”. Dizia que iria lançar uma cachaça com a marca. Todos iriam tomar a Cachaça Providência.

Lá se vão mais de trinta anos, o velho Franco já deve ter se ido há tempos e digo que ele morreria ainda mais falido, porque hoje ainda é pior; “providência”, se toma menos ainda.  

 

(Neste domingo o Cruzeiro, campeão do brasileirão 2013 teve que cancelar sua festa devido à pauleira generalizada dos torcedores e torcidas organizadas)

As ainda e intermináveis surpresas contraproducentes



Sentido e sentimento. Tudo o que faço, quando o faço por vontade própria, mantenho-me muito atento a estas duas situações; ainda que, quando queremos, quando desejamos de verdade, quando sentimos que o poder da busca instalou-se, já não é mais necessário ficar atento aos detalhes, principalmente se estejam diretamente relacionados com o vulto maior, com o motivo principal da ação em curso somado a personalidade já afinada ao que convém.

Gosto de usar uma referência para ilustrar, assim como, sempre que o faço procuro me valer da arte como exemplo. Boa parte da arte que visualizamos e que desperta emoções está diretamente ligada ao sentimento do artista. O cinema, a música, a pintura e mais raramente, no teatro; os principais, mas não únicos. Preciso fazer um aparte aqui, já percebi, e não foi apenas uma vez, que este sentimento pode ser passado durante o preparo de determinadas refeições, por exemplo – significando que não é o fazer, e sim, como fazer – provando que a arte supera a abrangência do nosso querer.

  Quando executo o meu hobby da escrita, - hoje a minha primeira distração quando não estou em família - penso muito, antes de discorrer meus pensamentos, antes de aspergi-los sobre o papel. Centenas de oportunidades batem nos escaninhos lotados do meu ativo cérebro que não descansa, porém é uma parte muito pequena que é mencionada, e aqui devo agradecer ao tempo, porque do contrário registraria muito do que alguns têm como temas que serve apenas para gastar papel, ou pior, fazendo-o quantitativamente. Se não é tudo que me assalta a mente que posso consignar, ainda há muito do que não o faço que mereceria uma chance de vingar – aqui entra o fator tempo.

Se não tem sentido e não posso colocar sentimento; porque de alguma maneira naquele instante não me tocou: não me interessa.

É certo que com algumas das palavras que freqüentemente utilizo, busco vingar-me e vingar também um que outro leitor, ao atacar alguém que de alguma maneira praticou ações que vão contra o que para nós é considerado como sentimento nobre; e estas, invariavelmente, com uma carga extra de emoção.

  Apenas por esta janela, qualquer um poderia pensar que agora entendeu o que citei a pouco sobre “falta de tempo”, mas não se enganem, há tempos que iniciei uma luta ferrenha para separar o que faz mais ou menos sentido observar. Minha relação é muitíssimo bem ajustada para não cair na vala comum do relator ordinário, afinal, se analisar superficialmente, as hecatombes e descalabros humanos apenas deste início de século; não se requer estudo muito apurado para comentá-los.

Como já citei em outros momentos, a barbárie, o contra senso, a falta de discernimento, o desrespeito, as ações disparatadas tomaram um tal rumo de corriqueiridade que perdemos quase que totalmente – apenas nós que a tínhamos – a referência do que é certo, do que é correto, quando se quer observar uma convivência minimamente descente. Mas o problema não somos nós que assistimos ou somos vítimas a cada minuto. O absurdo está nos pequenos delinqüentes (quanto a isso nada podemos fazer) ou grandes parias da sociedade, que vêem no caos instalado uma oportunidade de ganhar uns trocados (e sempre o fazem), ou pior, se anula para que sua covardia seja vista em alguma destas telas que tomaram o planeta, ao vender-se como alguém são.

Preciso confessar que poucos textos que escrevi, antes de fazê-lo, pensei em sentimento. Sentido; sempre. Sentimento nem sempre. O sentimento a meu ver nasce do texto, ele vai surgindo conforme vou espichando as frases. Neste momento; nestas linhas é diferente. Gostaria que o sentimento se apresentasse. Sempre sou disperso a ele, afinal é ele quem comanda, então: quem sou eu para despertá-lo. Porém hoje eu o queria. Mas o desejo sem obrigação; o quero despertado pela condição do texto, do tema que escolhi e irei relatar.

Entendo que já estou passando da meia idade, e ainda que em meio a este quadro de calamidades citado a pouco que a todo instante nos surpreendem com notícias que, sabemos: muitos ao ouvi-la, perderam o chão; estou escolado. Minhas experiências e minhas observações, - e sou extremamente crítico, por isso pouco me passa alheio – me jogaram em um limbo de conforto. Vivo mal, observando o que observo e vivendo as necessárias obrigações comuns, mas vivo bem devido, principalmente, a algumas das minhas escolhas. E a experiência de vida já ajeitou a carga, que, se observada de longe, é bastante incômoda.

   Porém esta semana fui assaltado com uma daquelas notícias que justamente, até então condenava, ao perceber nas ingenuidades parvoeiras de terceiros, quando totalmente surpreendidos. Minha crítica ligeira e muitas vezes impensada, logo que assistia a incredulidade dos afetados era: “como é que este ignorante não sabia que estava sendo enganado?”. Pois mais uma vez, e fazia algum tempo que ela não se apresentava, a surpresa do ignorante me atingiu. Esta semana li uma nota no jornal onde é apontado que ainda há mortes de animais nos filmes americanos, e pior, mesmo com todo um aparato técnico, e tecnologias que dispensam os animais in loco, no filme como, “As aventuras de Pi”, por exemplo – existem mais na reportagem - o tigre, em determinada situação teve que ser içado da água quase afogado.

A nota termina apontando a American Humane Association (AHA), associação que acompanha todo o processo de fiscalização e responsável por incorporar determinada nota ou laudo final ao filme, formada por pessoas que se dizem protetoras dos animais; como coniventes com as ocorrências.

Quão parvo sou? Eu que sempre soube que apenas é nos mostrado, - quando é mostrado - uma décima parte, uma ponta mínima do mal praticado. Que é somente o mau cheiro de uma podridão inimaginável que podemos sentir. Isto tão somente, quando não podem eles mais suportar o dique de sujeira que estão encobrindo. Mais uma vez: paciência!!!

Estou aqui então não apenas assumindo a minha vergonha por acreditar que uma das minhas, hoje, maiores distrações, é, está e sempre foi corrompida também neste aspecto; os outros de vaidade, a briga de foice que é manter-se entre estes lutadores com seus egos super inflados e suas cargas de inseguranças e falta de amor próprio, e o mercantilismo já haviam sido superados; apesar de tudo isso, somos, invariavelmente, brindados com filmes emocionantes, mas também me perguntando, como, a que risco estarei exposto ao assistir um filme, e então ser surpreendido com uma cena violenta que, se já provocava um sentimento ruim quando ignorava; como será agora com a dúvida se o animal continua ou não ainda vivo?

 

Nota e reportagem sobre o caso em:


E o que sobrará?


 

 

Ao assistir o filme Elizabeth/1998 a fala final do papa é: “não se preocupe meu filho ‘Os justos herdarão a Terra’”; pensei: deve ser por isso que a parte maior busca a todo custo destruí-la.

Resta a nós esperar que até lá, também os juízes do juízo final – responsáveis pelo espólio - não tenham perdido o rumo e saibam ainda discernir sobre a gênese desta máxima.

sábado, 30 de novembro de 2013

E se Ele não tivesse vindo????

 
No programa TV Folha da TV Cultura, é apresentado uma reportagem sobre treinamento antiterrorista ministrado por israelenses, onde são mostradas senas que a nós, brasileiros, parecem bastante inusitadas. Crianças -  algumas até com menos de 10 anos - recebendo instruções de guerrilha para terem noções de enfrentamento com terroristas ou coisa que o valha, inclusive aprendendo a atirar.
 
Repasso a informação para a minha mulher e ela questiona: "isto em um lugar que garantem que Jesus nasceu; o que não estaria ocorrendo naquele fim de mundo então se Ele não tivesse vindo!?!"   

Floresta de causas


Incêndio no Memorial da América Latina; as notícias dão conta de que a documentação está irregular há vinte anos, os bombeiros reclamaram da própria ineficiência, a situação política e cultural do Estado de São Paulo, mesmo que seja bastante camuflada, não é difícil que tiremos nossas conclusões. Na análise do sinistro não é possível que usemos apenas a ferramenta para estes fins chamada de "Árvore de Causas", neste caso é preciso de algo um pouco maior, o que precisa levar em conta é que na floresta fica tudo mais fácil de ser escondido.  

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Fazendo pose



Por falta de tempo, encontrei na WEB apenas o Zé, o Genoíno e o Berlusconi com estas poses ridículas após serem condenados, mas estou em busca do Maluf, do Calheiros, quem sabe do Sarney, do Roriz, do Zé Arruda, do Demóstenes, do Jader ...

terça-feira, 26 de novembro de 2013

“Mato, mas não gosto”




No filme Auto da Compadecida o cangaceiro vivido por Enrique Diaz precisa, a mando do chefe Virgulino, levar para fora da igreja o padre, o bispo, o padeiro e sua mulher para serem mortos. O jagunço pau mandado, resmungando, vai e faz o serviço, em uma das falas resmunga, ainda na igreja, sobre matar o padre e o bispo “mato, mas não gosto”.

Na Folha, edição de domingo, saiu uma pequena matéria (Juiz responsável por executar penas diz não ter instruções) sobre o doutor Ademar Vasconcelos que, a mando do STJ precisa executar as prisões dos foras-da-lei do mensalão, em mais um capítulo desta novela ridícula.

Tudo normal; ele, segundo meu entendimento, reclama da situação toda, mas o que mais chama a atenção é a fala final do excelentíssimo - e eu não registraria este texto se não entendesse que o contexto da matéria levasse a esta conclusão: “A gente, como cidadão, fica até mesmo muito decepcionado com essas coisas. Fico pensando no homem comum, do povo, que não tem muita oportunidade vendo um homem notório sendo preso” – me desculpem, pode que eu não tenha compreendido corretamente o dono da matéria, mas acredito oportuno o registro.

Coincidentemente, ontem, assisti nos telejornais a substituição do juiz, embora a reportagem abaixo expressa que isto veio se concretizando a partir já, da última sexta-feira.

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Na net



dom, 24/11/2013

O juiz da VEP (Vara de Execuções Penais) de Brasília Ademar Vasconcelos não é mais o responsável pelo processo do mensalão. Em seu lugar ficará o substituto Bruno André Silva Ribeiro.

A ida do ex-presidente do PT José Genoino para a casa de um familiar na manhã deste domingo logo após receber alta do hospital em que estava internado já foi comandada por Ribeiro.

Ele inclusive estabeleceu uma série de condicionantes para a permanência de Genoino em casa.

Conforme a Folha apurou, Genoino não poderá sair nem dar entrevistas no período em que estiver na casa de familiares em Brasília. Ele deve permanecer no local até que a junta médica que o examinou dê um parecer ao STF (Supremo Tribunal Federal) e o presidente da corte, Joaquim Barbosa, decida se ele cumprirá pena na Papuda ou em prisão domiciliar.

A substituição de Vasconcelos, de acordo com fontes do STF, teria acontecido ainda na sexta-feira. Isso porque, nos últimos dias, diversas ações do juiz teriam irritado Barbosa, que deixou clara sua insatisfação para o TJDF (Tribunal de Justiça do Distrito Federal).

Desde o início das prisões, Vasconcelos já não havia recebido de Barbosa as determinações para comandar o processo. No dia anterior à expedição dos mandados, o presidente entrou em contato justamente com o juiz substituto Ribeiro, e enviou para ele os documentos relativos às prisões.

Como estava em férias, Ribeiro tentou entregar a documentação para Vasconcelos. AFolha apurou que ele se negou a receber o material e isso teria criado um mal-estar dentro do TJDF.
Vasconcelos ainda chegou a dar entrevistas dizendo que não havia recebido o material e por diversas vezes destacou que este era um caso do STF. As declarações contrariaram Barbosa e foi preciso que o presidente do TJDF, Dácio Vieira, entrasse no circuito para que Vasconcelos iniciasse os procedimentos relativos à execução penal dos condenados.

Após isso, com os sentenciados já presos e a situação de saúde do ex-presidente do PT sendo questionada, Vasconcelos informou Barbosa que não havia a necessidade de internação do preso.

No dia seguinte, o próprio Vasconcelos entrou em contato com o presidente do Supremo para dizer que o caso era perigoso e que o melhor seria levar Genoino ao hospital.

No despacho que autorizou o tratamento fora da Papuda, Barbosa fez questão de destacar a situação, dizendo que havia recebido de Vasconcelos informações conflitantes sobre a saúde de Genoino.

O despacho de Barbosa, conforme a Folha apurou, fez com que colegas de TJ de Vasconcelos também passassem a criticá-lo e a questionar sua permanência na execução penal do mensalão.

Outro fato que chamou a atenção de Barbosa foi a publicação de uma entrevista na revista "IstoÉ" com Genoino. Este tipo de procedimento só pode ser feito com autorização expressa da Justiça.

Procurado, Vasconcelos disse que não daria entrevistas e que qualquer informação deveria ser solicitada à assessoria de comunicação do tribunal.
A assessoria, por sua vez, disse desconhecer críticas à atuação de Vasconcelos e não esclareceu se a substituição por Ribeiro era temporária ou permanente.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Desligado por invalidez




        Enquanto ele levantava sua mão em um gesto tão vergonhoso quanto hilário será possível que pensasse em seus delitos, no dinheiro escondido na cueca, por exemplo?
 
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         Este senhor está requerendo sua aposentadoria por invalidez, mas ele não deveria ser aposentado por invalidez e sim, desligado por invalidez, ele talvez nem devesse ter tido uma carreira pública. A contribuição dele para o país a quantas anda? Para onde pesa a balança de suas ações com relação ao que somou seu trabalho e ao que vilipendiou o erário com suas sem-vergonhices; com suas espertezas malazarteanas?

        É sob protestos que escrevo este amontoado de baixarias, somente o faço para registrar o episódio, ainda mais ao saber que enquanto o faço pessoas tentam retirar este fora-da-lei da prisão por problemas de saúde enquanto ele, provavelmente, continuará, ainda na cadeia, ou em uma cama como moribundo, cumprindo seu mandato e em liberdade.

O maior dos truões



        Estou feliz não por ver um cidadão como este indo para a cadeia, e mantendo vergonhosamente esta mão estendida que para muitos, nada significa além de um ato burlesco; o último de um bufão... isto não é nada para um tremendo cara-de-pau que já aprendeu como se virar nos momentos mais imprevisíveis de sua carreira de político.

        Estou feliz porque meus princípios; meus valores são completamente opostos. É isto que me dá paz; quando afinal não posso tê-la ao assistir que a justiça um dia se cumpra.  

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Isso em 1945



O rádio é o que é não porque exista algo inerentemente vulgar, imbecil ou desonesto em todo o aparato de microfone e transmissores, mas porque todas as transmissões de rádio atuais em todo o mundo estão sob o controle dos governos ou de grandes companhias monopolistas que têm interesse ativo em manter a condição reinante e, portanto, em impedir que o homem comum fique muito inteligente. (…) Cada vez mais, os canais de produção estão sob o controle de burocratas, cujo objetivo é destruir o artista ou, ao menos, castrá-lo.”

 

A Poesia e o Microfone, de George Orwell

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Vai empatar com quem?


 
 
Eu não sei por que o Faustão ainda mantém-se nesta vergonhosa profissão, porém entendo que a partir de agora ele tem mais um ótimo motivo para sair de fininho. Agora ele pode.

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Como dizíamos no interior quando, na pelada, perdia para um time ruim: se perder para esse time vai empatar com quem?

        E se perder para o Faro vai empatar com quem?

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 Após perder para Rodrigo Faro no ibope, "Domingão do Faustão" deverá sofrer mudanças

Após marcar somente 12 pontos no domingo, e chegar a perder por alguns minutos de Rodrigo Faro, da Record, o “Domingão do Faustão” (Globo) vai passar por ajustes operacionais.

De acordo com a coluna Outro Canal do jornal Folha de S.Paulo, uma das ideias é inverter a ordem do programa, abrindo o “Domingão” com uma grande aposta: convidado de peso ou quadro novo. Fausto sempre costuma deixar o filé mignon do dia para entrar da metade para o final da atração.

No mesmo fim de semana, “Domingão” e “Fantástico” perderam para o “Domingo Espetacular” (Record) em Brasília. A Record marcou 14 pontos, ante 13 da Globo.

O que é importante?




 

O que é importante neste momento para os sobreviventes ao tufão nas Filipinas? e a ser noticiado na Folha?

Na folha online de hoje a chamada na página principal para a catástrofe naquele país foi sobre o fato de os sobreviventes estarem sem água, comida e acesso a internet...

Acesso a internet????
Será que o pessoal da Folha está apenas recebendo as notícias sem saber o que realmente está acontecendo naquela região ou eu perdi alguma coisa?  
 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

A falta de limites das mães



Vejo no noticiário uma conjunção de absurdos.  Como sempre envolvendo corrupção. Primeiro: áudios de conversas entre corruptos e corruptores sobre a liberação das multas das pessoas, na sua maioria sobre aquelas originadas na novíssima “Lei Seca”.

Em um dos áudios, uma mãe insiste; quase agressiva, porque uma série de multas de seu filho pego várias vezes dirigindo embriagado ainda estão constando do sistema do Detran ou coisa que o valha.

Imediatamente comento com minha esposa que as mães estão cada vez mais perdendo o sentido de seus limites e é justamente por isso que a violência tem aumentado. Seria por falta de vergonha; ignorar o seu verdadeiro papel; falta de um senso ou sentido mais apurado sobre o que suas ações precipitadas ou negligências com relação a educação dos filhos fatalmente causarão na sobrevivência de alto risco de seus filhos prediletos.

A pergunta então a esta classe de mães especificamente do áudio gravado é; seria melhor que ela deixasse que o filho fosse esfolado no bolso agora, ou mais tarde esfolado em um júri popular ou na cadeia por ter assassinado um ou mais após ter atropelado uma galera na saída da boate?

domingo, 29 de setembro de 2013

Os governos evacuaram





Ao final do Filme, Guerra Mundial Z, um dos cientistas alerta em uma frase, algo que não entendi muito bem o sentido. Se a intenção do diretor foi realmente alertar, ou não passou de um deboche, onde afirmou que: “precisamos estar preparados”, numa clara referência aos possíveis acontecimentos catastróficos que par e passo, inevitavelmente, ameaçarão à raça humana.
 
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Assisti a este filme ontem, e coincidentemente, nesta semana, após ter ocorrido o incêndio em um depósito de fertilizantes na cidade de São Fco. do Sul no estado de Santa Catarina, um amigo meu, sabendo deste espaço, solicitou que registrasse o fato.


Relatou que, além da omissão de praxe e o despreparo total dos governos e autoridades para lidar com uma ocorrência bastante anormal mesmo em se tratando de cidades muito bem preparadas. Nesta cidade, que mais se parece a um funil, dada a sua localização, todo o processo beirou o desastre.


Acrescenta-se a isto o fato de que, além de existir, em um espaço exíguo, um grande número de indústrias, - tidas por boa parte da população como indesejáveis, afinal a desculpa da renda não convence, pois a cidade ainda assim vomita pobreza - potencialmente perigosas, o porto de São Chico canaliza um elevado número de caminhões para uma única rodovia.

Desse modelo de riqueza de planejamento e engenharia urbanística, resulta a impossibilidade total do escoamento da população em caso de emergência. Transformando-os assim, em reféns desse absurdo, e mais, de qualquer tipo de catástrofe; como se viu. Assim foi neste ocorrido irresponsável – ainda mal explicado - que lançou fumaça, produtos químicos (metais pesados) e gases tóxicos por toda uma região litorânea riquíssima, se não além – mas isto não vai nem de longe ser realmente levado em conta, e serve aqui mais como um relato.

Meu colega então, passado o desespero; explicou ainda, num misto de reclamação e desabafo, que ao solicitar que boa parte dos habitantes evacuasse suas casas, as autoridades estavam cumprindo uma medida sem sentido, porque em determinado período, não havia como deixar a cidade devido à paralisação total do escoamento, devido à soma de observações referidas acima.

 O fato de terem que se utilizarem da única e vergonhosa via, quase chora ao acrescentar, que nos parece intocável (devido à falta de manutenção ou a tardia duplicação), e debocha: talvez seja até sagrada e talvez mesmo, deva ser; no futuro. Reverenciada como ponto turístico, (mesmo que provavelmente ainda esteja sendo usada nos moldes de sempre). Esta rodovia que é, devido à omissão política, somada a cultura do povo local, uma verdadeira assassina, se observado o número de mortes que carrega nas costas.

Uma via que vem sendo mal tratada no seu leito original, como foi construída, há mais de três décadas, onde boa parte nem mesmo acostamento tem, e completa o desabafo emendando: “ao solicitar a evacuação da população, foram mais uma vez os governos, despreparadamente omissos, que acabaram evacuando – em todos os sentido que esta palavra possa ser usada.”

 

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 Incêndio em São Francisco do Sul pode durar até esta sexta

Previsão é do Corpo de Bombeiros, que tenta conter propagação da fumaça; chamas em galpão de fertilizantes começaram no fim da noite de terça-feira, 24, após explosão

FLORIANÓPOLIS - Mais de 30 horas após o início do incêndio químico em São Francisco do Sul, o comandante do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina estima que os trabalhos de contenção continuarão até sexta-feira, 27. "Temos que conter a fumaça e chegar até o centro da reação química para neutralizá-la", disse o coronel Marcos Oliveira nesta quinta-feira, 26. Com uma retroescavadeira, as equipes retiram parte do material que está intacto, para diminuir o risco de explosões.

Desde a madrugada de quarta-feira, 25, quando os bombeiros foram acionados, foram utilizados mais de 200 mil litros de água. No depósito estavam armazenados 10 mil litros de fertilizante à base de nitrato de amônia, produto químico oxidante, que produz fumaça sem chamas. Por isso, o objetivo é resfriar a reação.

A Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma) também está atuando no local. Durante o incêndio o trabalho é de auxílio no controle. Depois, técnicos irão investigar se a fumaça causou algum tipo de dano ambiental. "Vamos fazer estudos da qualidade do ar, solo e água periodicamente para levar informação e segurança às pessoas" prometeu o presidente Gean Loureiro.

sábado, 21 de setembro de 2013

STJ - Retrabalho



O paradoxo do retrabalho que ficará pior que o trabalho primeiro.

Realmente é difícil de entender, mas o que geralmente se tem é um péssimo trabalho que resulta em um retrabalho para remendar o que foi mal feito.

Com esse lance funesto, essa manobra desavergonhada, esse arremedo de justiça (referente aos embargos infringentes) destes pomposos senhores do STJ, aconteceu pela primeira vez em que me lembre; uma situação onde, um péssimo trabalho será substituído por um retrabalho ainda pior, porém, é exatamente esta paródia judiciosa que deverá ficar; deverá permanecer; deverá ser aceito.

Artimanhas retóricas
Ao final o que realmente aconteceu é que o pessoal deve não ter sabido votar, ou todo aquele colóquio enganadoramente lustroso somente serviu para inglês ver, como sempre acontece com todo autor que nada sabe a não ser argumentar para tentar convencer o incauto de suas artimanhas malazarteanas... embora alguns de nós saibamos como funciona tudo isso.

*

(re.tra.ba.lho)

sm.

2. Adm. Processo pelo qual um material, item ou produto defeituoso passa novamente pelas etapas de produção necessárias para sua correção: O custo do retrabalho é um desperdício para empresas. (no caso em discussão: para o erário público)

[F.: re- + trabalho.]

sábado, 14 de setembro de 2013

RIP - amigo do lula



O gushiken morreu mas a pergunta não: pagou ele tudo o que devia à justiça e ao povo, ou ficou devendo, ou ainda, devendo muito?

Quem sabe?

Porém embora não passe de mera especulação momentânea; pode não ser amanhã. Afinal, será que os brilhantes defensores dos facínoras do mensalão não conseguem, esses assombrosos senhores do corpo de inteligência judicial deste ignorante país, encontrar mais uma brecha na lei, - como já se está falando será possível com a “vala das infringências”, e a possível entrada dos dois novos senhores substitutos, na arena da justiça, num possível voto a favor de novas votações do excelentíssimo Celso de Mello - com a então também partida prematura desse moribundo ainda que já liberto? Não digo nada que não o ressuscitarão em benefício dos seus comparsas ainda agarrados a matéria grotesca. É tão difícil entender isso!?!