sábado, 15 de dezembro de 2012

Eu sabia que ele sabia






Não posso dizer que eu já sabia, porém é possível que mais alguns que continuam dormindo com relação a este caso despertem para a possibilidade de que o querido senhor Luis Inácio Lula da Silva sempre soube de todo o esquema.

“Mas e daí, de que tudo isso irá adiantar?”

Nada; mas vamos somar as nossas baboseiras com as baboseiras oficiais que aí estão a encher as páginas da rede.

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Marcos Valério será intimado por promotor de Santo André

O Ministério Público de Santo André (SP) vai intimar o empresário Marcos Valério para que ele confirme ou não trechos do depoimento dado à Procuradoria-Geral da República em que afirma que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi extorquido por um empresário da cidade, Ronan Maria Pinto, e que o dinheiro foi usado na compra do "Diário do Grande ABC".

Valério afirmou, segundo o jornal "O Estado de S. Paulo", que o PT pediu a ele R$ 6 milhões para que o empresário Maria Pinto parasse de chantagear Lula, o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) e o ministro Gilberto Carvalho.

O que intrigou o promotor de Justiça Roberto Wider Filho foi que o valor citado por Valério, R$ 6 milhões, é o mesmo da proposta recebida em março de 2003 pela família Pelosi pelo jornal, que hoje é de Maria Pinto. Um depoimento que fala da oferta faz parte de outro inquérito.


"Vamos tentar descobrir de onde veio o dinheiro para o jornal, se era o mesmo. Pode ter havido a lavagem de dinheiro e o crime antecedente, de extorsão", disse.

A suposta chantagem ao grupo político de Lula estaria ligada ao assassinato do prefeito de Santo André Celso Daniel (PT), em 2002.

Segundo o Ministério Público, Daniel foi morto após descobrir que o empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, estava se apropriando de propina paga por empresas à prefeitura. A propina deveria bancar campanhas do PT. Já a Polícia Civil concluiu que o assassinato foi crime comum.

Sem dizer claramente qual a razão da extorsão, Valério afirmou que, pressionado por Maria Pinto, Lula recorreu ao pecuarista José Carlos Bumlai, um amigo próximo do ex-presidente.

Bumlai, por sua vez, teria obtido um empréstimo do Banco Schahin, que supostamente foi repassado a Maria Pinto e depois usado na negociação do jornal.

A Folha procurou o advogado de Bumlai pelo segundo dia seguido e encaminhou email, mas não houve resposta do pecuarista.

O promotor Wilder Filho disse que decidiu pela nova investigação após cruzar o depoimento de Valério com outros inquéritos que apuram suposta corrupção em Santo André. Foi em um deles que surgiu a coincidência.

"Com os elementos que já temos, o depoimento de Marcos Valério ganha forma", diz Wilder Filho.

Por meio de sua assessoria, Maria Pinto negou em nota conhecer Bumlai ou Valério e também que está à disposição da Promotoria.

"Ao longo dos últimos dez anos em que vem sendo investigado pelo Ministério Público, seus sigilos já foram quebrados e nada se encontrou de irregular ou ilícito. É por isso que Maria Pinto vem sendo sucessivamente absolvido nos processos em que foi envolvido. É por isso que não tem receio de quaisquer investigações." (JOSÉ ERNESTO CREDENDIO)

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