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O BRIC’s é isso, o “Bozó” do mundo globalizado (fazendo uma homenagem ao Chico).
Não estão preparados, não possuem competência alguma, ou necessária nem mesmo para cantarem de galo; o que existe em seus territórios, são algumas ilhas; bolsões de tecnologia e conhecimento que não fazem frente em nada a um Japão, só para ficar em uma ilustração, por exemplo. E está longe aqui a crítica pela crítica, a crítica gratuita e recalcada. Mais do que ninguém, sinceramente, gostaria de apostar em uma opção de decência e de orgulhosa luta para este grupo que agora, por motivos óbvios, representa a atual coqueluche da economia mundial, o brutamontes da escola que todos querem por perto, o amigo que ficou conhecido através do BBB e agora está na eminência de se transformar em celebridade verdadeira, e, como isso pode acontecer, mesmo pessoas com mais brio que o próprio, não perderão a oportunidade de tirar uma casquinha, vai que dá certo; vai que este azarão fique entre os primeiros colocados e eu acabe bem na foto! É por isso que os membros deste grupo ainda não podem andar por aí com o nariz empinado como se fossem realmente os tais; o que eles têm de verdade é um monte de operários sem estudos ou mal preparados; todos, que manterá a produção e que pode inclusive ser aumentada, e muito, diga-se de passagem. Mesmo com esta mão de obra incrivelmente deficitária, o que não deve ser esquecido é que, por outro lado, levando em consideração o segundo ponto muitíssimo importante que faz a diferença para este grupo, são suas extensões gigantescas, e, principalmente, muito delas ainda in natura, que transformam ainda mais a governabilidade em um desafio de proporções tão gigante quanto, então, somente uma “economia estável”, não é salvo conduto para continuar figurando como um membro de porte avantajado neste grupo que se inicia. As eleições estão aí, era preciso que fabricássemos um líder de verdade não apenas para segurar este posto, que estará garantido de qualquer forma por algum tempo, como fazer as mudanças necessárias para que não ficássemos; não passássemos finalmente, - na visão mundial - de um país de corruptos baratos e inaptos.
Com relação à mão de obra, existe, é verdade, o privilégio de estarmos próximos de países ainda piores que o nosso em se tratando de qualificação, o que acaba transformando quase toda a América latina em um caldeirão de pessoas aptas a trabalhos braçais, a operários em potencial; a preços bastante atraentes que, embora não façam frente a china ou a índia, acabam servindo como uma carta na manga aos governantes.
Voltando ao problema territorial, suas extensões são quase inadministráveis devido não apenas aos interesses internos, existe os interesse externos e também, não apenas aqueles voltados aos membros do BRIC’s, porém, políticas de conchavo e de administradores inaptos próprio de países sem tradição; despatriados, fizeram com que todos os países, mas principalmente aqueles pobres como o nosso, aceitassem mil e uma formas de acerto que terminaram por beneficiar, - e o continuam - nações que, contrariamente ao Brasil – é claro que precisamos levar em consideração nosso histórico militar que mais envergonha do que nos orgulha - colocaram no poder governantes que estudaram não apenas seu país, mas o mundo, para ali estar, que sabiam muitíssimo bem como defender seus territórios de sanguessugas mundiais e mais, eles próprios, - por domínio de causa - montaram estruturas adequadas para no futuro terem assegurado o protecionismo necessários a seus interesses sócio econômico. Destarte, o mundo não é diferente de uma pequena sociedade, de um escritório, de uma família, a preocupação deve ser ainda maior devido ao fato, óbvio, de que não haverá apenas cinco ou dez membros no grupo puxando a sardinha para o seu lado, por exemplo, é um contingente indizível de pessoas e mentes, buscando derrubar um país inteiro do posto conquistado, e os membros do BRIC’s não estão imunes a isto, porém é claro que o momento lhes é totalmente favorável, apesar de todas as mazelas, a falta de conhecimento, a falta de governo, as políticas erradas que tanto defendem, às milhares de pessoas que precisam carregar como parasitas que nada fazem para auxiliar na preparação de seus países para um futuro ainda mais promissor, acabando por ser mais um fardo, um tipo de inimigo infiltrado nas fileiras aliadas que um membro autossuficiente, o que não podemos esquecer, volto ao assunto, é que existem uma série de leis protecionistas fabricadas, exaustivamente trabalhadas por estudiosos no assunto que a cada dia mais, farão da governabilidade um desafio ainda maior, pois foram preparadas por advogados e experts em jurisprudência capazes de cozinhar – tanto no sentido de enrolar quando de aniquilar – qualquer profissional, diplomata, parlamentar, ou advogado contrário menos preparado, e no nosso caso em particular, soma-se aí os presidentes eleitos nos últimos três pleitos, onde este posto foi preenchido com verdadeira piadas no que diz respeito a conhecimento de mundo e estratégia mundial de governabilidade, isto para ficar apenas nestes dois pontos.
Fazendo uma última relação, alguns sabem que é possível convencer uma maioria de iletrados que se pode ocupar um cargo importante ao qual, estes que ignoram, tem apenas o poder de ali elevá-lo, porém, uma vez lá, estes mesmos que conhecem sabem que é impossível que este oportunista esperto possua a mínima ideia do que é liderar de verdade, afinal se o soubesse, não forçaria a barra para ocupar o cargo.
O posto está conquistado, porém ensina a história que o tempo de comemorar já passou, ou deve ser mínimo, é preciso agora arregaçar as mangas e trabalhar com seriedade, estamos muito mais atrasados que os demais, deixemos o tempo das falácias e das metáforas pobres e infelizes para o governo passado, sejamos sensatos e procuremos de uma vez por todas agir como pessoas como brasileiros, já é hora.

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