É possível que uma única pessoa que possa algo neste país consiga se por no lugar destes flagelados e tomar uma atitude de real valor?
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Isto é um país que busca a inclusão junto a ONU?
Este é o exemplo que devemos dar aos milhares de visitantes que estarão aqui em 2014 e 2016?
Este descaso juntamente com o que está acontecendo com os flagelados das enchentes do Rio de Janeiro devem ser classificados junto ao trabalho escravo no Brasil, tráfico de animais, ou de armas, ou de drogas ou....
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Enchente que devastou quase vinte municípios em Alagoas completa um ano e pouco mudou ao dia seguinte às chuvas.
Imagens de helicóptero mostram a situação do município de Branquinha, na zona da mata de Alagoas. Há um ano se via apenas destruição e o quanto precisava ser feito para reconstruir as cidades atingidas pelas enchentes. Hoje, o que se vê são restos de pontes destruídas pela força das águas. Um olhar mais próximo revela bairros inteiros ainda em ruínas, completamente abandonados.
Uma equipe de resgate se lembra de momentos dramáticos, como o do salvamento de Juscelino, que buscou abrigo no telhado da casa. Hoje ele vive do aluguel social porque a casa dele não existe mais, nem mesmo a ilha, que foi submersa.
As chuvas nas cabeceiras dos rios Paraíba e Mundaú fizeram o nível das águas subir arrastando tudo, nem os reservatórios de uma usina resistiram.
Toda a região ribeirinha foi condenada pela Defesa Civil. Os moradores foram aconselhados a deixar suas casas, muitas ficaram completamente destruídas. Mas foi só a água do rio baixar para alguns voltarem para as margens, ignorando o risco de novas tragédias.
O Governo Federal destinou 250 milhões de reais para a reconstrução, mas nenhuma das 17.762 casas foram entregues num dos terrenos, numa comunidade quilombola. O prazo previsto era de 120 dias, mas as obras sequer começaram.
Em Santana do Mundaú, a cidade condenada pelos laudos técnicos vai ter que ser reconstruída em outro lugar, numa fazenda, onde sequer os alicerces estão prontos para abrigar os novos sonhos daqueles que ainda vivem com medo da força da correnteza.

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