O eminente desastre, a que se dirige o planeta Terra, amplamente anunciado pelos especialistas de plantão, embora, mesmo não parecendo, a preocupação maior é daqueles realmente responsáveis, nascidos com o gene mais poderoso que pode existir. Atingiu o ponto máximo, e é justamente nele; a partir daí, que este inquietar-se deveria, de uma vez por todas, tomar corpo.
A seriedade do assunto, a despeito da opinião maior, reside exatamente no alvoroçar do ínfimo, porém respeitável, segundo grupo; por ser este possuidor do entender pleno designado por alguns poucos como o Espírito do Todo, bem como, o domínio total da consciência coletiva que, apurada na proporção que é enriquecida pelo tempo, é infalível, e, somado a pesquisas e sabedoria acumulada, advindas de analises de inúmeros compêndios e consultas; ensinamentos postulados por sábios de todo o sempre, que mesmo tendo vivido há séculos dos tolos anos atuais, onde alguns poucos padrões vendidos como mais acertados, combinado ao fato de que todos os tenham calçado como os mais adequados, - afinal, estamos sobrevivendo e “bem” a todo ataque desferido seja da natureza, ou de partidos rebeldes que insistem em desestabilizar um programa vencedor - entendiam que as idéias humanas há tanto defendidas, não poderiam levar a outro termo que este, onde energias indesejáveis contaminam a geografia, indistintamente, culminando no inequívoco colapso do planeta como um todo.
Muito embora os defensores do padrão vigente, com certeza, não serão poupados também. Desfilarão ainda, por um pouco mais de tempo como a única exceção, - não poderia ser diferente - figurando entre os últimos remanescentes de uma raça a respirar ares que há tempos vinha sendo classificado como humanamente impossível, - em parte, mais uma resposta do incrível poder de adaptação do nosso organismo. Qual o significado disto? A mais clara demonstração de que a vitória silenciosa conquistada com o sacrifício da concorrência; deixa, acertadamente, para os vencedores, um prêmio insípido que jamais sobrepujará a destruição praticada para obtê-lo.
No fórum Cop15 em Copenhague, o que estamos assistindo mais uma vez é o repetir Rio /Kyoto, por exemplo, ou seja, aqueles que sentam à mesa de negociações parecem saber menos ainda do que alguns poucos que, do lado de fora, levam tapa na cara da polícia por estarem reivindicando ações enérgicas mais responsáveis, cujo resultado, futuramente, deveria beneficiar os próprios agressores, uma ilustração clara, recorrente do modelo imposto, demonstrando que: quando faltam argumentos, volta-se para o instinto primitivo da selvageria.
Análises de todos os gêneros serão destacadas em editoriais e trabalhos escolares, do ensino médio às mais concorridas cadeiras, nas melhores universidades mundiais. Tão conceituadas quanto o currículo de especialistas dispostos a dar sua cota de contribuição mundo afora. Com palavras pró, contra, ou infelizmente, no mais das vezes, usando epítetos que os qualifiquem como uma política suíça do sempre bem aceito pela maioria: o comportar tendencioso para a conciliação, esquecendo-se propositalmente de expor argumentos tão contundentes quanto improrrogáveis. Estes, não apenas existem; como também, cátedra demagógica alguma consegue escondê-los, mesmo assim, o poupar-se covarde enxerga que é mais apropriado guardá-los. O porquê! Só Deus sabe.
Escrevo para o nada, para ninguém. Então vagueio na situação confortável onde posso expor a minha opinião sem preocupar-me se estarei ou não comprometendo alguém, e mais, não sofrerei dano algum ao expor minha idéia por pior que seja para a parte envolvida, mesmo que pudesse atingir o homem mais poderoso ou perigoso do planeta, pois, em um mundo onde ações voam através dos ares sem obstáculo algum que a impeçam quando inofensivas ao establishment; quando contra: não encontram um veículo ao menos, mesmo que movido por um único jumento, que empurre uma idéia original sequer, que trote contra o status quo, se este já não veicula no meio.
Esta carta tem uma direção na verdade, à pessoa que me assinalou a citação de um certo Barão, então como esta também nada tem de ligação com os mancomunados da alta cúpula política do Cop15, não comprometer-me-ei sendo demagogo, mesmo porque ela me conhece, e jamais esperaria outra atitude minha que não a opinião contundente casada com a citação que originou este texto.
Não irei me alongar; passando então ao ponto principal onde, cruzar-se-ão a citação, com o dito mencionado.
Centenas de milhões de pessoas esperaram do Rio (Eco92), e do Protocolo de Kyoto; e agora, novamente, um contingente ainda maior, está colocando suas fichas (ou do planeta), qual peixe desesperado que pouco pode fazer quando o rio está a secar e sente que o oxigênio está escasseando, nos líderes mundiais reunidos em Copenhague, porém, a despeito do emaranhado de interesses por trás desta enorme cúpula, ou sob (sobre) ela, as pessoas ali reunidas, cada qual com sua vontade particular, de forma alguma conseguirão por em prática o objetivo maior (escrevo isto em 15/12/09). Isto, para eles, não é o mais interessante, nunca foi. Isto é muito grande para eles como indivíduos. De alguma forma já chegaram lá, e o mais importante para a maioria é aproveitar para fazer seu merchandising particular; privativo, é muito grande para eles como unidade, e, como grupo, simplesmente inexistem. Qualquer um sabe que uma equipe para ser vencedora precisa de anos de preparação, e o principal, se conhecerem. É preciso pelo menos algo parecido com sinergia de grupo para um mínimo de sucesso, em qualquer empreitada. Apenas se conhecem no ponto barganha. Não é mais tempo de barganhar.
Posto isso, temos que a espera dos milhões citados é uma espera vã, e se não for por decisão de grupos isolados que consigam aqui e ali fazer com que algo surta efeito, uma invenção, uma tomada de atitude mais ousada ou drástica, e até uma interferência da providência quem sabe. Fora isso o que teremos é mais lixo para ser varrido, pois será pouco mais que isso na verdade, de material, que será produzido no encontro.
Estarrecedor; - tanto quanto pelo que está por vir - o que está sendo anunciado é que no próximo fórum – no México - o mesmo contingente estará assistindo alguns poucos verdadeiramente interessados ou preocupados, levarem tapa na cara, numa fiel demonstração de que no mais das vezes quem não pode gostaria de estar participando dos debates para que não se repita, jamais, o Cop15.
Resta então, mais uma vez, entender que: quem não está conchavado pouco pode oferecer, estes cobram e nem sempre tem como pagar – quem é que ouve quem nada tem a dar? A realidade é que, quem possui apenas a coragem de apanhar na cara; o máximo de contribuição que podem oferecer; é dá-las a tapa, o que de nada adianta, surte o mesmo efeito daqueles que têm a oferecer, porém estes; possuem também o poder de negar o que lhes é solicitado simplesmente porque de onde mais se espera é que não sai nada mesmo.
“De onde mais se espera é que não sai nada mesmo.”
Barão de Itararé
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