sexta-feira, 30 de junho de 2017

Responsáveis devidos

Que nos desculpem os porcos

Responsáveis mal posicionados - Qual é a velocidade de saída da crise em um estado onde a prioridade é negociar diariamente a própria sobrevivência dos responsáveis por ambos?

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“Rolando Lero” - Poucas coisas cansam tanto, tantos, quanto o enfado político. E por saber disso, a maior oportunidade do governo inapto, no entanto, se cobrado sobre o triste momento histórico tripudia: aproveita para inundar a população com mais veneno em forma de informações desnecessariamente maçantes e repetidas a exaustão, até que encontre uma saída para que continue no comando ainda que nada tenha sido resolvido.


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No melhor dos mundos aos políticos, temos o que não acompanha o que vem acontecendo porque não suporta, por estar entendendo o que está se passando, e, na outra ponta aquele que não o faz porque nada sabe, e não segue e consequentemente não se manifesta por puro desentendimento do que está sendo armado, vivendo numa espécie de confiança tão cega quanto desassistida.

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Mídia antissocial - Até onde o mendaz resultado; esta panaceia incorrigível que estamos assistindo por parte das instituições nacionais, todas, seria bem diferente não fosse a explosão da exposição midiática com o advento da mídia social!




sábado, 24 de junho de 2017

Aos reis e presidentes



Dedicado ao presidente do Brasil e ao "rei da Suécia", digo Noruega; e uma homenagem a todos aqueles que defendem o fim imediato de toda e qualquer espécie de desmatamento no Planeta Terra.

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Notícias do dia:
Brasil deixará de receber quase 170 milhões de Reais da Noruega devido a negligência do governo brasileiro em relação ao desmatamento na Amazônia. Mas o que significa este montante comparado aos números da corrupção levantados após as investigações da Lava Jato!

domingo, 18 de junho de 2017



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"Tesouro, vamos procurar um país onde não haja segredos e tudo ocorra à luz do dia. Entre a América Central e a do Sul existe um monte. Nada escondido, todos sabem quem pertence ao cartel das drogas, quem dirige as organizações revolucionárias, você se senta no restaurante, passa um grupo de amigos e eles apresentam um sujeito como o chefão do contrabando de armas, todo bonito, barbeado e cheiroso, com aquele tipo de camisa branca engomada que se usa por fora das calças, os garçons o reverenciam señor daqui, señor dali, e o comandante da Guarda Civil vai homenageá-lo. São países sem mistério, tudo ocorre à luz do dia, a polícia afirma ser corrupta por regulamento, governo e delinquência coincidem por ditame constitucional, os bancos vivem de lavagem de dinheiro e ai de você se não levar mais dinheiro de proveniência duvidosa, tiram-lhe a licença de permanência, matam-se, mas só entre si..."

"pode trabalhar em uma revista de amizade colorida, atividade bonita e honesta, de se pensar agora, você conta umas lorotas, todos sabem que é lorota e se divertem, e aqueles cujos podres você revela já fizeram isso no dia anterior na televisão."

"Não viu como todos os entrevistados desta noite contavam tranquilamente que fizeram isto ou aquilo, como se esperassem uma medalha? Nada de claros-escuros em barroco, coisas da Contrarreforma, os tráficos emergiram en plein air, como se fossem pintados pelos impressionistas: corrupção autorizada, o mafioso oficialmente no Parlamento, o sonegador no governo, e na cadeia só os albaneses ladrões de galinhas."

Livro "Número Zero" de Umberto Eco 




sábado, 10 de junho de 2017

Acinte




Para os vaidosos do STF; TSE; STJ; TST, mas não só - Graças a tecnologia, você também, poderá rever toda a encenação.

E assim sucessivamente - Sobrevivemos sócio politicamente sob a égide de aventureiros oportunistas e veteranos amadores, e estes só chegaram como chegaram porque um dia foram aqueles. 

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Um conto por um tostão

Nestes dias de não cassação, de não punição, de não prisão... de continuísmo


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Essas são verdades irrefutáveis e evidentes, que ninguém pode negar. Por que nos empenhamos, então — negando essa realidade —, em conservar o estado de coisas?

Porque o egoísmo e a indiferença são características dos cegos às evidências dos satisfeitos com suas próprias vantagens, que negam a desvantagem dos demais.

Não querem ver o que está à vista de todos, para assim manterem seus privilégios em todos os campos.
O que fazer diante dessa situação? A quem cabe agir?

E claro que quem deveria agir são os prejudicados. Mas eles, em meio às suas necessidades, angústias e tragédias, dificilmente têm consciência dessa situação objetiva, não a interiorizam, não a tornam subjetiva.

Por mais paradoxal que pareça — mas a história mostra que tem sido assim —, cabe a alguns daqueles que a vida pôs em melhores condições despertar os oprimidos e explorados para que reajam e tentem mudar as injustas condições que os prejudicam.

Foi assim que ocorreram as mais importantes mudanças nas condições de vida dos habitantes de muitos países, e estamos sem dúvida vivendo uma etapa histórica em que, por todo o mundo, há grupos de pessoas eticamente superiores que não aceitam como um fato natural a perpetuação da desigualdade e da injustiça.

Sua luta contra o establishment é uma luta dura e arriscada. Têm de enfrentar a resistência e a ira dos grupos política e economicamente mais poderosos. Têm de enfrentar consequências, com o prejuízo de sua própria tranquilidade com seus interesses individuais, abdicando de alcançar o chamado “sucesso” na sociedade estabelecida.
Hector Abad

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Milícia palaciana

Talvez devido a minha situação geográfica, sempre trabalhei a ideia de que deveria manter-me da forma mais independente possível, dentro da lei, sem atacar o estado vigente e assim sobreviver sem maiores dissabores de preferência observando o que está acontecendo a minha volta, mais para uma melhor adequação ao último item, ao invés de usar isso como uma paixão ou transformar em ânsia de movimentar-me contra o sistema.

O Sistema é superior a tudo e a todos e ainda que nos unamos, enquanto o homem não entender o que realmente é a fraternidade não é possível que esta união transcenda o estado prisional lamentável em que vivemos, ainda que ele insista que somos livres e estamos por ele protegido.


Exatamente agora qualquer boa análise trás em seu bojo a impressão convicta de que alguns governos se estabeleceram – talvez por razões a nós nada precisas - como milícias oficialmente disfarçadas de democracia e que, se utilizam dos mais sórdidos argumentos tanto hipócritas quanto demagogos, tornados necessários, em extorsões sob os mais variados nomes: impostos, taxas, juros, e uma desavergonhada pitada de corrupção e mais leis para, sob o manto da obrigatoriedade da (sua) necessidade de manter-se assim atuando afirmar que o achaque escamoteado é tão somente para defender os interesses comum a todos.

sábado, 3 de junho de 2017

Sempre é tempo de...


...rever posições



Lendo a opinião de um importante membro mundial da comunidade econômica científica terrena sobre o nó górdio a ser enfrentado para cada tomada de decisão a respeito das próximas diretrizes globais; ele alerta para os riscos das medidas adotadas ainda em conformidade com as normas estabelecidas nos mais diversos e protegidos estatutos corporativos, observando que a escolha hoje, pela associação A ou B depende explicitamente ou não de lobbies; e esta pode dar a resposta exata, errada ou correta, somente meses, anos ou séculos depois. Em resumo, tudo depende do interesse e da perspicaz articulação dos defensores da ideia que nem sempre possuem mais que isso – influência e poder de negociação - para convencer a maioria votante.