sábado, 26 de novembro de 2016

Pós-verdade - Uma selfie do que está rolando



Quem sabe chegará a humanidade ao estapafúrdio instante em que “emoção” tornar-se-á moda, a palavra do ano a ser relembrada, ou até se institua “o dia do sentimento”. Apenas não será possível resgatá-lo verdadeiramente, quando renomados pesquisadores insistem que aplicativos futuros serão capazes de apontar não apenas qual a melhor direção a tomar na vida, mas também pressionar botões emocionais manipulando o indivíduo numa extensão muito superior a externa assistida hoje.  

Da série; Ali Vai Atolah


terça-feira, 15 de novembro de 2016

Matéria prima monopolizada





COP22 - Não há mesmo a menor intenção de lutar efetivamente a favor de mudanças climáticas, afinal, aqueles que realmente podem, estão de posse da matéria prima que não corre risco algum - devido ao sórdido trocar de mãos - no colapso: o poder econômico. 

Com ela monopolizada, eles podem tranquilamente dar início ao novo mundo enfraquecido com todo o dinheiro do mundo.


Afinal, quando a sobrevivência é a causa principal do povo, faz-se de tudo para mantê-la – alguns adquiriram esta sabedoria sem nunca ter passado perto de algo do gênero.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Mr. Cabeça dura





Mr. Oliver Stone; 
no Brasil, apologia ao lula é crime.



*

Enquanto isso na terra dos homens que se vendem a qualquer preço:


No Brasil, Oliver Stone visita Lula e diz que EUA ajudaram no golpe.

Renomado diretor veio ao país para lançar novo filme que trata da perseguição a Edward Snowden, que vazou dados confidenciais norte-americano
por Redação RBA publicado 09/11/2016 09:22, última modificação 09/11/2016 11:26
RICARDO STUCKERT/INSTITUTO LULA

Oliver Stone afirmou que ataques a Lula são tentativa de destruir sua imagem para as próximas eleições
São Paulo – O cineasta norte-americano Oliver Stone se encontrou na tarde de ontem (8) com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Paulo. Em visita ao Instituto Lula, Stone prestou solidariedade ao ex-presidente quanto à perseguição política que vem sofrendo.

Para Stone, os ataques a Lula tem como objetivo inviabilizar a sua candidatura à Presidência da República em 2018. O encontro entre o cinesta e o ex-presidente foi intermediado pelo escritor Fernando Morais.

Em entrevista ao portal UOL, o diretor afirmou que o que ocorreu no Brasil foi um golpe de Estado, que contou com a participação dos Estados Unidos. "É, verdadeiramente, a definição de um golpe de Estado. E os Estados Unidos apoiaram. Eles reconheceram o novo governo imediatamente", afirmou.

Já à revista GC Brasil, Stone defendeu falou sobre as eleições americanas, disse ser indiferente ao resultado das eleições nos Estados Unidos, e que o seu país precisaria de um candidato como Lula.

"Os Estados Unidos estão trabalhando em todos os lugares do mundo: Ucrânia, Ásia, Europa, para atingir seus objetivos. Tem a ver muito com o que o Snowden fala: controle total, nova ordem mundial", disse Stone.


O roteirista e diretor – vencedor de duas estatuetas do Oscar por Platoon (1986) e Nascido em 4 de Julho (1990) – Oliver  está no Brasil para o seu mais novo filme, Snowden: herói ou traidor, que conta a história do agente de segurança norte-americano, Edward Snowden, que vazou dados secretos da diplomacia dos Estados Unidos e, desde então, vem sofrendo perseguição. O filme entra em cartaz amanhã (10).

sábado, 12 de novembro de 2016

O Ser Crítico Inteligente




















Yuval Noah Harari




Não é questão de tornar-se um opositor; é uma questão de acordar o “Ser Crítico Inteligente” que está adormecido por conta de motivos que a própria falta de criticidade, por falta de saber criticar, (ou mesmo desaprender) acomodou ou acomodou-se em nosso ser que a cada dia mais se torna menos racional, menos emotivo; o que é bom: podemos agora partir do zero e encontrar um caminho que conduza, unidos em equilíbrio: razão e sentimento.

Vítimas fáceis - Até onde estamos nos tornando os adultos transformados na “Folha em branco” de Locke; ou seja, tornados alvos fáceis a serem conduzidos a um objetivo externo por falta de objetivos próprios?

Yuval Noah Harari

Quando finalmente a ciência, - em rendição obrigatória - dá os primeiros passos em direção a Deus, Yuval Noah Harari, avançado, há anos de qualquer sistema voltado a ortodoxia-capital-tendenciosa, inicia, já agora, um olhar visionariamente crítico sobre a onipresença da tecnologia salvadora.


(ou seja, em que século o homem pretenderá interpretar a tecnologia; trazendo-a, posicionando-a naquilo que nós realmente necessitamos para evoluir conscientemente?) 

*Imagem que ilustra a entrevista do historiador Yuval Noah Harari retirada da Folha em 12/11/2016

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

09/11 - A coroação da arrogância



"Homo sum, humani nihil a me alienum puto."


Terêncio; II a.c.

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Baixando a bola - Isto nos parece bem feito para o povo americano, que em tudo sempre se entendeu superior; queiramos, que Deus nos ajude: eu hoje também esteja errado.

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"Se existisse inteligência em ser antiamericano, esta inteligência poderia hoje se considerar vingada."
AS 
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E nós, brasileiros, assumidamente analfabetos políticos que, entendíamos merecer a pecha de eleger as piores párias da corrupção!?!



quarta-feira, 2 de novembro de 2016

NÃO A VAQUEJADA




O mais legal para estes torturadores todos, togados, e aculturados; é que toda essa celeuma deve ter rendido uma boa propaganda para o espetáculo medieval, ou seja, terão mais afiliados às barbáries querendo desperdiçar dinheiro também com isso.

Em tempo: Dica; falem com o José de Abreu e toda aquela turma do Chico Buarque, Caetano etc..., quem sabe eles tem uma dica de como montar um projeto para tirar dinheiro do governo para movimentar o bárbaro "espetáculo", apenas como contribuição também a "cultura" brasileira.


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Ignorânça:


Plenário do Senado aprova projeto que considera vaquejada manifestação cultural

Mariana Jungmann - Repórter da Agência Brasil              Mariana Jungmann - Repórter da Agência Brasil1 de novembro de 2016

Brasília - Manifestantes protestam contra decisão do Supremo Tribunal Federal de proibir a vaquejada no país (José Cruz/Agência Brasil)
Manifestantes protestam contra decisão do Supremo Tribunal Federal de proibir a vaquejada no país José Cruz/Agência Brasil
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O plenário do Senado aprovou hoje (1º) o projeto de lei que torna a vaquejada patrimônio cultural imaterial e manifestação da cultura nacional. A proposta é uma tentativa de reverter decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de considerar a prática inconstitucional, por estar ligada a maus-tratos de animais.

O PLC transforma as práticas de montarias, provas de laço, apartação, bulldog, provas de rédeas, provas dos Três Tambores, Team Penning e Work Penning, paleteadas e outras provas típicas, como Queima do Alho e concurso do berrante, em expressões artístico culturais e as eleva à condição de manifestações da cultura nacional e de patrimônio cultural imaterial.

A matéria tinha sido aprovada mais cedo na Comissão de Educação, Cultura e Esporte da Casa e entrou na pauta do plenário por acordo após articulações de senadores favoráveis ao projeto. O senador Roberto Muniz (PP-BA) defendeu a vaquejada e disse que a prática é diferente das touradas, por exemplo.

“Diferente de outros esportes, em outros países, como a tourada, onde a luta era entre o toureiro verso o touro, do ser humano verso o seu animal, na verdade esse esporte [vaquejada] nasce de uma necessidade e do carinho que o vaqueiro tem pelo animal”, disse. Segundo Muniz, esse “carinho” é demonstrado durante a vaquejada. “Ele derruba e traz o animal com muito carinho”, disse o senador mais cedo, durante os debates na comissão.


Como o texto é originário da Câmara dos Deputados e foi aprovado sem alterações, o projeto segue agora para sanção do presidente Michel Temer.

Qual é a ideia?



A sociedade investiu valores obscenos para vencer o secular flagelo do câncer para agora as pessoas morrerem por negligência política.


Ou seja, a solução antes impossível, agora encontrada, esbarra hoje na administração espúria do homem que justamente, se vangloria de encontrar solução para tudo.

*


'O Brasil está às vésperas de uma epidemia de câncer', consequência da detecção tardia da doença, sistema de saúde falido.

No Dia Mundial de Luta Contra o Câncer, celebrado nesta terça (8), a afirmação do oncologista Carlos Barrios é menos para causar pânico? Se é que isso é possível? E mais para fazer com que o País responda a um questionamento crucial para o enfrentamento da doença. A pergunta é: quanto vale a vida com câncer no Brasil??? Questiona o médico, que é membro do Grupo Brasileiro de Estudos do Câncer de Mama (Gbecam).O Relatório Mundial do Câncer 2014, divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o número de novos casos pule de 14 milhões em 2012 para 22 milhões em 2030. Mais de 70% das mortes pela doença acontecem em países em desenvolvimento, onde a detecção tardia, a demora em iniciar o tratamento e a falta de acesso a medicamentos de última geração explicam boa parte dos óbitos. No Brasil, em dez anos o câncer será a primeira causa de morte? Hoje é a segunda, responsável por 15,6% dos óbitos, atrás das doenças cardiovasculares, como infarto e hipertensão.
Se o crescimento da incidência é um fato, o problema é a falta de estrutura para enfrentar essa epidemia, pondera Barrios. O câncer é uma doença que pode ser curada, pode ser controlada. Nos países desenvolvidos, apesar do aumento da incidência, a morte tem caído. Aqui, crescem as duas coisas.
Especialista: O maior desafio é tratarmos os cânceres comuns.
Um exemplo típico é o câncer de mama. No Brasil, no ano 2000, a doença matava nove a cada cem mil mulheres. Em 2011, o número subiu para mais 11,9. Um movimento na contramão do mundo desenvolvido, em que a chance de cura para esse tipo de tumor chega a 90%. Por aqui, o porcentual é de cerca de 50%.
O câncer daqui não é pior do que o de lá. A diferença é de que lá há diagnóstico precoce e acesso rápido a atendimento, o que não acontece por aqui. Afirma Maira Caleffi, mastologista e presidente da Femama, Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama
Quanto vale uma vida?
No Brasil, explica Maira, apesar de desde o ano passado a lei prever que o atendimento a pacientes com câncer deve ser iniciado em até 60 dias após o diagnóstico, o prazo não é cumprido no Sistema Único de Saúde (SUS), que atende a cerca de 75% da população. No SUS, demoram 180 dias entre a detecção e o início do tratamento do câncer de mama. Imagina o que esses seis meses significam na diminuição da chance de cura?
Cenário: Uma a cada 4 mulheres com câncer tem tumor de mama
Isso sem contar o acesso limitado e atrasado às opções de tratamento, explica Barrios. Em pacientes com câncer de mama com metástase ? que tem menor incidência, mas é muito mais agressivo -, há uma medicação específica, a Trastuzumabe, que é curativa. ?O potencial remédio foi descoberto em 2005, mas a droga só ficou disponível no SUS em 2012. Nesse período de tempo, entre 5 a 6 mil mulheres morreram por falta de acesso a esse medicamento?, diz o médico.
Pesquisa: Estudo mapeia dez diferentes tipos de câncer de mama
Nesse período, Barrios afirma, os convênios foram obrigados pelo próprio governo a oferecer o tratamento com a droga, que é cara, mas as pacientes da saúde pública se mantiveram à margem. ?É uma discrepância absurda. O médico deve prover prescrições diferenciadas frente a um mesmo diagnóstico para uma paciente do SUS e para uma de saúde suplementar, uma vez que o SUS não fornece o medicamento necessário??

Sem garantia, resta à mulher procurar a Justiça, como fez Rita de Cássia, de Porto Alegre. Ela descobriu o câncer em 2012, quando tinha 39 anos. Fez a cirurgia de retirada de mama, quimioterapia e radioterapia. No ano passado, foi necessário substituir uma medicação por outra que seria a única eficaz para o seu caso, mas que não fazia parte da lista de medicamentos fornecidos pelo SUS. ?Precisei acionar a Justiça, comprovar com muitos laudos e justificativas de que era a única medicação e de que eu não poderia arcar com o custo. Foi muito desgastante porque o procurador achava que era muito caro e eu morreria de qualquer forma.

Decidir ou não investir no tratamento de Rita e de outras milhares de mulheres em sua situação, afirma o oncologista Carlos Barrios, depende de incluir todas as partes envolvidas no processo - administração pública, sociedade civil, sociedades médicas e indústria farmacêutica - para responder a um único dilema ético: "Quanto vale uma vida? Quanto estamos dispostos a investir para manter viva uma pessoa com câncer?"


fonte:http://saude.ig.com.br/minhasaude/2014-04-08/o-brasil-esta-as-vesperas-de-uma-brepidemia-de-cancer.html

“Eu Sou Imortal”



Em algum espaço ignorado; um órgão não especificado do nosso corpo. Em uma célula intocável e ainda não descoberta, deve existir um lembrete com a frase “Eu Sou Imortal”. Por mais que não acreditemos mentalmente nisso, nosso espírito parece confiar nessa verdade. Cada um de nós, inconscientemente, tem contato permanente e inequívoco com esta célula; com este átomo que nos dá a garantia de que: ainda que ajamos dando frequente mostra de desconhecimento e destempero. Ainda que provoquemos a extinção deste planeta, todos nós, mesmo que não admitamos entender a nossa imortalidade, e, por conta disso, executemos os imprevistos mais comprometedores. Cometamos os crimes mais bárbaros; somos apontados como praticantes de vilanias e insanidades de torcer olhares. Cuspir em escritas sagradas. Formar irmandades com os interesses tão sórdidos quanto escusos. Destruir países e raças por conta de jogos de importâncias comuns aos políticos e autoridades que aos holofotes pairam acima do que consideramos senhores e sumidades, quando estes apenas assim se mantém por conta do massacre de centenas de irmãos destes mesmos que os elegeram intocáveis; por mais descrentes e desconectados da razão que possamos parecer: há aí um elo, uma ponta solta a nos garantir a eternidade inquestionável, ainda que baldada ao nosso assumir verbal. 

Afora o saldo desta conta auto imposta; devemos entender que a natureza circula por esse meio... participando. Então, ontem foi uma ressaca, amanhã um vulcão, na próxima década talvez, um terremoto precedido de um tsunami e ao final, quem sabe, um meteoro de proporções de uma hecatombe que provocará o colapso final do planeta, porém, há algo que não poderá ser mudado, o pequeno diamante fundamental que cada um de nós carrega no mais profundo da alma cuja inscrição traz; “Eu Sou Imortal”.


Portanto, que continue a bestialidade, o bestial espetáculo; quem se importa, continuaremos vivos, muito além de nossa insanidade.