sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Nova novela



O 1º Capitulo da novela A regra do jogo, terá show de funk. A partir daí é possível entender o público nascido da “pátria educadora” que se quer atingir com isso. O que mais admira são os personagens, ou melhor, os atores que a partir da celeuma, se entendem superiores a maioria por terem seus nomes elevados ao olimpo das celebridades brasileiras, valorizados a partir de então; disputados nos sites e locais de fofocas e chamados ao inominável programa de auditório do Chinelão.

Como bem colocou a senhora Regina Duarte certa feita: nossa programação segue visando o público interessado, ou seja; de acordo.


Como não tenho nada com isso, me envergonho de postar esta observação, porém é tudo tão pobre... o sou também.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Cármen Lúcia!?! O que é isso!?!

“Alternativa para a guerra” ???

Quem sabe ela não venha, ministra, a sua e a minha guerra. A quero tanto quanto a senhora, mas concordo também que ficaremos apenas na demonização da política, dos políticos, do sistema, da igreja, da mídia, aqui no Brasil sofreremos sempre, se é que a senhora está sendo sincera, não veremos a guerra que buscamos acontecer; não somos canalhas para isso, somos canalhas para a covardia; para a hipocrisia...

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O que segue é a declaração de uma das pessoas mais importantes deste país... o que mais se há para acrescentar!?!
  

Brasileiro precisa ter ousadia de “canalhas” para ajustar o país diz Cármen Lúcia

Brasileiros precisam de mesma ousadia dos "canalhas" para ajudar país, diz Cármen Lúcia Ministra, do STF, nesta quinta-feira, 20 de agosto de 2015.

Ela lembrou que a lei da Ficha Limpa, que inviabiliza a candidatura de políticos condenados pela Justiça, nasceu da iniciativa popular.

"Por sermos uma democracia partidária e, por ser partidária, nós sempre pensamos que com os partidos que temos, 33 partidos, não podemos fazer nada, mas iniciativa popular de leis não dependem de partidos e o Congresso tem obrigação de votá-las, basta que façamos as propostas", afirmou.

"Acho que as pessoas de bem em geral no Brasil se recolhem; não querem participar e demonizam a política... a política é uma alternativa para a guerra", completou.

Cármen Lúcia elogiou o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela condução da operação Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção envolvendo empresas estatais, órgãos públicos, empreiteiras e políticos.

"Ele é uma pessoa extremamente séria", disse ela a jornalistas.


(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Sindicato de ladrões



Hoje nos púlpitos da politicagem brasileira, muitos apressarem-se para aparecer na mídia como mais um a homenagear o finado Eduardo Campos, após seu primeiro ano em outro lugar.

Não leio as notícias afins, mas penso a respeito.

O que seria de alguns moribundos políticos se não fossem, após sua morte, hipocritamente sublimados; exaltados por seus iguais – alguns, até mesmo, que assassinaram o morto – e que um dia irão também, para seus derradeiros postos!?!

Terá um lugar ameno ao que promulga Dante; um fosso não tão ruim para que ao menos uma alma descente os receba?

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No dia em que o Ministro do STF Gilmar Mendes decide investigar Dilma mas o TSE suspende o julgamento, ao menos é isso que dão conta as notícias; e apregoa:


“É grande a responsabilidade desse tribunal. Ele não pode permitir que o país se transforme em um sindicato de ladrões.”

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Defensores do zé dirceu




Estes são os caras que ontem a Folha publicou como defensores do zé dirceu

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Deu na Folha de ontem

Em contraponto a PT, artistas e intelectuais defendem Dirceu.

Em um contraponto ao comando nacional petista, que decidiu não fazer um desagravo público ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, intelectuais e artistas de esquerda saíram em defesa nesta terça-feira (4) do petista e criticaram sua prisão no rastro da Operação Lava Jato.

Para o cineasta Luiz Carlos Barreto, a detenção do petista foi "redundante", uma vez que ele já cumpria prisão domiciliar pelo mensalão. Para ele, sem poder fazer grandes deslocamentos, José Dirceu não tinha condições de fugir do país ou de pressionar ninguém.

"Nós estamos caminhando por um caminho muito perigoso. É claro que é preciso extirpar ou diminuir a corrupção, que é universal. Agora, há exagero e é preciso que as pessoas saibam que existe um estado de direito democrático e uma Constituição Federal vigente", afirmou o cineasta, para quem as garantias individuais "estão sendo atingidas".

Na avaliação dele, é necessário ser respeitada a história de vida e a trajetória política do petista.

"José Dirceu não é um bandido. Ele lutou e arriscou a vida dele pela democracia, conduziu um partido ao poder e estabeleceu um projeto [para o país]", enumerou.

Para o escritor Fernando Morais, o petista foi "vitimado" por uma tentativa de se atingir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para ele, José Dirceu é uma espécie de "degrau" em uma escalada para tentar prejudicar o antecessor da presidente Dilma Rousseff (PT).

"Na verdade, não é nem o Dirceu nem a Dilma que querem, mas o Lula. O problema é 2018. Eu acho que ele acabou sendo vitimado por isso", avaliou.
Na avaliação do ator José de Abreu, é uma "piada" prender alguém que já foi condenando sob a alegação de que ele continua a praticar crimes.

"O juiz Sérgio Moro é o único juiz do mundo que prende preventivamente preso condenado", criticou.

Segundo o escritor Luis Fernando Veríssimo, "pelo que o José Dirceu significa, mesmo que sua prisão não fosse politica, seria política". Para ele, que apoiou publicamente a reeleição de Dilma no ano passado, o PT "ainda não usou todo o seu poder de reação. Ou talvez não o tenha mais".

"A estratégia do PT nesse imbróglio todo eu não sei qual é", disse.
O ator Paulo Betti reconheceu que ficou "perplexo" com a prisão do petista e avaliou que apenas no futuro será possível fazer uma avaliação do atual momento.


"No fundo, sempre desconfio que só mais adiante vamos saber. A história vai dizer o que está acontecendo nesse momento", disse 

Dilma como feminista




Ao ler o artigo de Monica Baumgarten de Bolle; A morte da borboleta azul esta semana, onde o site destaca a frase: "Dilma matou a borboleta azul; restou ao Brasil a lagarta vermelha", resolvi escrever as palavras a seguir aqui no meu divã/exercício. Ninguém é obrigado a concordar comigo, porém é certo que não estou de todo errado.

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Os defensores dos “ismos” que estão por vir precisam tomar mais cuidado em relação às ideias a serem defendidas, mas principalmente, aos integrantes que pretendem nomear para empunhar suas bandeiras, para que em algum momento futuro esses movimentos consigam manter-se como organizações de respeito por um período útil maior ou que, somado a inutilidade de sua existência, evitem que seu histórico seja pontuado ou atrelado a acontecimentos que façam parelha com piadas e comentários cômicos ou pitorescos entremeados ou distantes da seriedade antes tentada.

O lugar comum destas bandeiras, que se aninha também entre seus pecados capitais, está em suas escolhas em relação aos símbolos icônicos e ostentados com orgulho; os indivíduos que por defenderem apenas uma meia dúzia de palavras bem colocadas ou ideias da moda e pretensas inovações e revoluções passageiras, são erigidos aos púlpitos e defendidos como exemplos; apresentados como se representassem o modelo exemplar que veio para ficar, quando se esquecem de que o homem tem por natureza esconder sua verdadeira natureza...

          Somando ao fato de que jamais nos convenceremos, - muito por conta de historiadores que buscam valorizar ao levar suas pesquisas quase além de seus egos inflados, seguidos por consumidores de canapés entremeados em rapapés que convencem apenas grupos afins - que a cultura do “ismo” não passa de um arquivo, um escaninho classificatório, nada mais que isso, e, se fez ou não história é outra questão. Porém existirão sempre aqueles que insistem em carregar esqueletos por simpatizarem com a antiga ideia proposta, embora isso se dê mais por falta do que fazer ao invés de olhar para frente com intenções sérias de contextualizar o passado pensando não o próprio – ou como se ainda fizesse parte dele -, mas o futuro.

Tanto aqueles quanto uma série de outros que, iludidos por propostas de natureza escusa, se esquecem, repito, que no mais das vezes os “ismos” se originam de um modismo momentâneo e são vigorados por conta de outros desatentos permissivos a sua continuidade, ao concordarem com ações que alimentam estas comunidades. Grupos onde tais ilusões, ou por força da mídia que dá vazão ao que dá audição, metralha a sociedade com ideias tão improváveis quanto inaprováveis conseguem, ao atingir o terreno infértil de seus admiradores, fazer vingar aquilo que ao homem sensato seria inaceitável, muitas vezes transformando o não ético em lei pétrea.

Uma ideia tornada “ismo” pode ser creditada também aquele que se auto intitula senhor, pai desta, e, aclamado por toda essa massa que tenta manter-se ocupada com o que não agrega, dá vida ao monstro ou até mesmo a uma pequena boa criatividade. O problema reside exatamente no fato de que seus agregados, seus membros querem, buscam, anseiam torna-la maior por conta de não parecerem paspalhos aos seus assistentes que precisam ser mantidos admirando-os.

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Pensando grosseiramente é possível, através do fenômeno Dilma, observar porque os “ismos” que se querem sociais evolutivos acabam todos não encontrando uma forma de impor-se como uma unanimidade perene. É claro que o feminismo nunca teve essa pretensão, - afinal ela lhe caiu de uma hora para outra como um presente que ao logo dos anos vem se esfacelando e se mostrando um presente de grego. Por conta do fato também de que é inegável que a bandeira feminista precisa aceitar que o ícone Dilma em um espaço de tempo muito breve pesou bastante no quesito catástrofe; a ideia do movimento como um todo.

Temos que ela não era nada, que o PT convenientemente a construiu e que, a história irá provar isso. Oportunista, o senhor Lula tentou transformá-la – e a custa do povo conseguiu por um período maior do que o Brasil poderia aguentar - em nada mais que uma ponte que costurasse seus dois mandatos; perpetuando-o no poder o mais que pudesse em um país que se mostrava minimamente cercado por leis que, se não permitiam que ele se mantivesse no poder como seus ídolos latinos, dava-lhe condição de mover peças que o mantinham aqui como o Putin na Rússia; pretensioso não?

E como não dispor de uma mulher para ganhar o público feminino!?! E mais; uma pessoa que até então era uma técnica - virgem politicamente - com um histórico que ao ser trabalhado por bons marqueteiros eleitorais, poderia ser aproveitado mantendo em riste o seu mastro de guerreiro do nada movimentando a continuidade de seu ego inflado, trazendo a tona, de seu próprio mundo, essa figura cujo dono seria premiado uma vez mais em seus megalômanos propósitos politiqueiros.

Mas a história não perdoa e acaba se repetindo. A história, o tempo são os “carinhas”, mais previsíveis que conhecemos, o problema somos nós, humanos pretensioso, que acreditamos poder um dia, vestido de um corpo apenas, vencer o páreo contra estes algozes em apenas uma existência. Como diz o editorial do FT de Londres, semana passada, que aconteça de forma que o caótico possa ser evitado.


A dona Dilma, entre todas as lembranças negativas de sua passagem pelo governo, servirá no futuro, também, como mais uma chamada de atenção a todo aquele que se engraça através da opinião terceira e ostenta, demonstrando total falta de personalidade, como seu ícone defendido com orgulho um santo de barro ou do pau oco, como queiram. Triste mesmo é saber que ninguém aprenderá a lição.


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Monica Baumgarten de Bolle - A morte da borboleta azul

A redução da meta fiscal para 2015, de 1,1% do PIB para mísero 0,15%, não é vitória dos refratários à austeridade, tampouco derrota de Levy. Como bem disse o ministro da Fazenda em recente entrevista, a revisão da meta foi fruto de um Congresso que "não ajuda", um Congresso em crise.

O que o ministro não disse é que o Congresso hostil reflete o repúdio à sua chefe, além da completa falta de habilidade política da presidente. Contudo, não é de hoje que o país está sem meta. Há quatro anos e sete meses, o Brasil escolheu o caminho que desaguou na pior crise econômica em 20 anos.

A recessão, o desemprego, a inflação, nada disso é fruto do ajuste fiscal que nem sequer foi implantado. Os problemas que assombram os brasileiros são o resultado nefasto de desmandos sobrepostos na condução da política econômica.

Ao longo dos últimos anos, antes de ser colunista deste jornal, escrevi muitos artigos sobre a má gestão da economia brasileira. Em um deles, publicado no "Globo a Mais" de setembro de 2012, tratei da triste história da borboleta azul.

Fim dos anos 1970, sul da Inglaterra. Infestação inédita de coelhos ameaçava os prados verdejantes e as plantações das fazendas da região, levando os produtores a declarar que uma crise ambiental estava prestes a ocorrer e a pedir socorro ao governo.

Para evitar um massacre possivelmente infrutífero de coelhos, já que a taxa de reprodução dos animais é quase inigualável na natureza, as autoridades encontraram uma solução "brilhante". Inocularam os bichinhos com um vírus que os deixava letárgicos, mais suscetíveis aos seus predadores naturais, menos libidinosos.

Inicialmente, o experimento foi um sucesso. A população de coelhos caiu, preservando as plantações e evitando a temida catástrofe. Contudo, a estrada para o inferno é pavimentada de boas intenções, como diz o famoso aforismo.

Com menos coelhos, ervas daninhas proliferaram e a grama cresceu mais do que o normal. O crescimento da grama acabou aniquilando a população de um tipo de formiga que só sobrevivia alimentando-se da grama mais baixa. Infelizmente, essa formiga tinha laços estreitos com a borboleta azul, carregando seus ovos para o formigueiro e cuidando de suas larvas até que se tornassem lagartas adultas. Sem a proteção das formigas, os ovos da borboleta azul ficaram expostos aos predadores. Um dia, a borboleta azul sumiu para sempre do sul da Inglaterra.

A presidente Dilma Rousseff passou quatro anos inoculando a economia com o vírus da letargia. Fez transformação radical na condução da política macroeconômica brasileira, assessorada por renomados "heterodoxos".

Introduziu medidas protecionistas, piorando a conhecida falta de competitividade das empresas nacionais. Turbinou o crédito público desarrumando os mercados e enfraquecendo os juros como instrumento de combate inflacionário. Obliterou a credibilidade fiscal do Brasil ao permitir "pedaladas" e outras formas sórdidas para mascarar a implosão dos alicerces das contas públicas brasileiras. Matou a borboleta azul.

Ao falar sobretudo isso em 2012, afirmei que mataríamos a borboleta azul e sobraria a lagarta vermelha, aquela que se transforma, na melhor das hipóteses, apenas numa mariposa cinza. Dito e feito.