quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

De olhos ainda fechados...




...mas, com o obturador aberto.

Uma reportagem da Folha do último domingo (Aumenta a febre de consumo de exposições pelas redes sociais) sobre o aumento de visitantes nas exposições - provavelmente devido à febre de postagens via fone - está levando os curadores e diretores de museus a abrir os olhos para esta vertente que, por exemplo, levou 80 mil pessoas à mostra sobre os filmes de Kubrick no Museu da Imagem e do Som.

        É bom? O que se sabe é que não é ruim, principalmente para quem leva algum nisso. Mas é bom saber que este lance de ficar fissurado sobre a tela do celular está levando algumas pessoas a olhar para o externo, mesmo que seja por um motivo pouco nobre.

        Ainda assim fica a questão, este pessoal está vendo alguma coisa... crescendo culturalmente... ou, quanto se cresce culturalmente indo a um evento apenas pelo motivo de mostrar a alguém que lá esteve?

        Deixemos de ranhetice não é mesmo! Vamos focar apenas no fato de que o pessoal está freqüentando mais os museus, e, de repente, eles passem para uma segunda etapa, quem sabe, o de compreender o porquê da existência real dos museus.  

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Entretenimento comercial




Não existe crítica inteligente sobre aquilo que não é; 
apenas quem dá seu tempo como sem valor,

observa aquilo que não tem.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Homem satélite




        Alguns de nós não descendemos do macaco e sim do porco. Somos fuçadores natos. Pairamos diante ou além, e como perdigueiros, esquadrinhamos o sito e acabamos por levantar a lebre mais esperta. Por melhor que seja seu disfarce, seu silêncio, sua mimetização em meio ao caos estranho ao que parece ser um ser externo; a descobriremos. Ao menos: sentiremos sua presença. E ainda que sem dono, ou senhor que nos prestigie, que prestigie, que perceba o faro apurado do material, porco, cão, humano que tem à mão, por si só, continuaremos com nossos sentidos todos, voltado em direção a caça; é instintivo.

        Este tipo diferenciado de indivíduo pode ser chamado de; “Homem Satélite” [1]. E ele ocorre, aparece, acontece, em todo e qualquer ambiente, porém, o homem objeto/alvo aqui: é aquele que pensa a natureza humana.

        Este ser que voltará a fazer parte das páginas mitológicas do amadurecer do homem não apenas para preencher a lacuna da história, como a demonstrar que existiram pessoas preocupadas em fazer diferente. Ainda que, evidentemente, em seu tempo, apenas tenha pairado, sobre tudo, sobre o mundo humano, e o mundo do homem em evolução ou do mundo em evolução do homem: observando em silêncio, muitas vezes, - mesmo tendo muito a grasnar – como a ave de rapina que raramente é vista entre o, ou em meio ao comum ordinário.

Quem inspirou este preâmbulo foi o senhor Edgar Morin. Não sei se ele é uma ave de rapina, - um Humano Satélite incógnito - mas é certo que se trata de um ser diferenciado.

Estudado, cita que os prospectivistas dos idos de 60 “erroneamente”, “Construíram um futuro imaginário a partir de um presente abstrato”, observando primeiramente a segurança destes especialistas que se baseavam em palavras como: “passado arquiconhecido”, o presente era “evidentemente conhecido”, e que os alicerces de nossa sociedade eram “estáveis”. Pouco li, desse verdadeiro Satélite, porém não mais preciso para entender o fato que se trata de um inconformado e mais do que isso, percebe que as lebres hoje, pululam como baratas em restaurante gordurento da praça, e ainda assim, nada pode ser feito porque os “alicerces”, os “especialistas”, os “prospectivistas”, não combinaram com o gênio humano, com a voluptuosidade humana, com a liberdade humana de se crer insuperável: que são e sempre foram necessárias, medidas que equilibrassem o querer, o descobrir, o imputar leis ou o legislar desmedido, pois, nem os melhores videntes poderiam prever os efeitos da globalização, por exemplo, ou a interdependência entre os povos, - algumas inquietantes - ou que a evolução desequilibrada de alguns destes, poria em risco, mesmo sem um único apontar de armas, a estabilidade do outro.

        Da minha parte insisto sempre na surrada crença, repito; particular: do homem crente que se crê infalível, imbatível (prepotente e nada razoável), que então, de maneira alguma precisa radicalizar em suas ações de contenção do estado desequilibrado vigente, mas seu orgulho somado aos interesses escusos é patente; e por inúmeros motivos é esta espécie de homem que vem ditando as regras há muito. Ainda que contrafeito, entendo, através de um refletir ponderado, que é perfeitamente aceitável e necessário o ponto de vista onde: ao final, é bom que isto não aconteça; pois estamos na dependência destes senhores retrógrados – especialistas orgulhosos do que (não)aprenderam - que em muito falham em tomar ou não tomar decisões, o que fatalmente ocasionaria, resultaria, - se tentassem alguma medida abrupta - em um quadro futuro de constatações ainda mais catastróficas frente ao já articulando, ou, em suma, qualquer um que sabe entende que a solução se distancia a cada dia mais.  

O marasmo dos panos quentes, do em-cima-do-muro, da cada vez mais obrigatória[2] política de boa vizinhança. Tem demonstrado que se avizinha uma cobrança que, repito, embora deva ser paga pelo tomador devido, em muitos casos, parceiros, (vizinhos, ou amigos comerciais) sentirão os estilhaços ou mesmo os estrondos provocados, - isso a despeito das mais traiçoeiras precauções tomadas - devido a uma espécie de união aliada de causas naturais por conta da fragilidade das fronteiras hoje que envolvem as negociatas, e por isso, pode ser sentido também, muito além do epicentro da crise, ou do estresse gerado.

Mas isso tudo são elucubrações mentais de uma velha ave de rapina que procura sua montanha para finalmente descansar em paz.

 

 



[1] Entendido também assim, não apenas por ser um esquadrinhador nato; como um satélite, pouco pode fazer além de observar – é e sempre será um objeto.
 
[2] Somente em termos negocistas
 

Quanto mais led’s menos eles vêem



Mudou-se a concepção; não se assassinam mais aqueles que enxergam por não se constituir crime cegar ainda mais aqueles que nada veem.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Se as baratas começam a aparecer...




... ou seria isto uma propaganda oportunista????

Outra vez cabe aqui a velha provocação do meu amigo Amal sobre este tipo delicado de assunto: “eu não sei como eles fazem, só sei que é feito”.

Talvez alguns destes que tanto riem dele possam com uma nota como essa ponderar um pouco mais seus comentários estraga prazeres.

Da série: Quando algumas baratas começam a dar as caras à luz do dia; é porque sua população está exacerbando os esgotos

-0-

Enquanto isso o garoto propaganda (!?!)... “podem fazer as apostas”, ou como diria o Silvio Santos: “só acredito... vendoooo”


Mundial do Brasil12/01/2014 | 17h29

 

FIFA mostra preocupação com máfia de apostas durante a Copa do Mundo

 

Entidade máxima do futebol não descarta suspensão de jogos caso fraude seja comprovada

FIFA mostra preocupação com máfia de apostas durante a Copa do Mundo Divulgação/Adidas

 

O chefe de segurança da FIFA, Ralf Mutschke, demonstrou neste domingo preocupação com a máfia de apostas durante a realização da Copa do Mundo deste ano, no Brasil. Ele não descartou a suspensão dos jogos caso a suspeita de fraude seja comprovada.

 

— Temos que dar como garantido que o crime organizado tentará manipular partidas também na Copa. É a competição na qual se registra o maior volume de apostas e na qual se conseguem os maiores lucros — afirmou Mutschke ao jornal alemão Frankfurter Allgemeinen.

 

A fim de evitar as fraudes, funcionários da entidade estão em contato com as principais casas de apostas, além de monitorar as redes sociais em busca de qualquer pista.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Em tempos de pedrinhas...



...uma pedrada

Existem correntes de pensamentos que defendem que: devido ao extermínio em massa de críticos, pensadores e todo o tipo de pessoas detentoras de conhecimento privilegiado ao longo da história, independentemente se estes atrapalhavam a evolução oportunista de grupos religiosos ou políticos. A partir destes extensos e históricos acontecimentos então, as estatísticas de evolução da raça decaem sobremaneira quando estas teses levam em conta toda essa série de perseguições covardes e assassinatos... destas evidências ignominiosas que vertem de porões, calabouços e torres  escuras da história real, cabem questões que para nada servem além de acordar o homem futuro para que observe que nem todas as suas capacidades precisam ser mostradas (muitos dos nossos já o fizeram). Por isso, era preciso que meditássemos se ao assistirmos a derrocada social humana em alguns aspectos sócio político – ou como afirmam alguns mais pessimistas, “na sua maioria”: será possível que iremos atingir algum tipo de evolução que faça frente à tecnológica, com o material humano que restou daqueles que geraram as gerações subseqüentes visto que as mentes propensas a estas cadeiras são de número infinitamente superior àquelas que prezam os sentidos? Como; nós, que descendemos daqueles que mataram uma infinidade de outros detentores de idéias e conhecimento, suficiente para propor o que assustava estes insanos; - avalizados por se entenderem escolhidos para comandar - faremos com que a evolução se dê em moldes totalmente diferente da que conhecemos e então consigamos equilibrar o tempo perdido ou ao menos mudar a linha de raciocínio promovendo atitudes descentes tentando ao menos demonstrar que o gene ruim que nos unia àqueles de alguma maneira misturou-se e diluiu em meio a esta população absurda?

Da série: Estatísticas proibidas