quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Pedrinhas...





Há décadas sob a jurisdição do clã Sarney

ü  Quase 60 assassinatos;

ü  Violação dos direitos humanos de toda ordem;

ü  Sob o comando de facções internas dos presos;

ü  Relatórios garantem o desmando e a inoperância do governo;

ü  Representantes do governo federal não tiveram autorização dos presos para verificar o presídio na sua totalidade;

ü  Dezenas de mulheres são estupradas ou obrigadas a manter relações sexuais em troca da vida de seus irmãos ou companheiros;

ü  Etc..., etc... etc...

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Chefões do crime estupram mulheres de detentos na penitenciária do Maranhão


A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), perdeu a autoridade sobre um pedaço do território do seu Estado. No Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, quem manda é o crime organizado. Essa espécie de terceirização do cadeião maranhense às facções criminosas será retratada em relatório a ser entregue nas próximas horas ao presidente do STF, Joaquim Barbosa, e ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Chama-se Douglas de Melo Martins um dos redatores do documento. É juiz auxiliar da presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Após visitar a penitenciária de Pedrinhas, ele adicionou ao rol de mazelas já colecionadas em inspeções anteriores uma novidade macabra: mulheres e irmãs de presos são forçadas a manter relações sexuais com chefes das facções criminosas que controlam a cadeia: o Primeiro Comando do Maranhão e o Bonde dos 40.

“As parentes de presos sem poder dentro da prisão estão pagando esse preço para que eles não sejam assassinados”, relata o doutor Douglas. “É uma grave violação de direitos humanos.” A atmosfera de caos facilita os estupros. No presídio do Maranhão, a tradicional separação dos presos em celas não existe mais. As grades foram arrombadas em rebeliões. Grupos de 250 a 300 presos compartilham suas iras e angústias misturados nas galerias.

Não há nesse inferno prisional espaço adequado para as visitas íntimas, tal como previsto em lei. O bom senso recomendaria que, em tais circunstâncias, os contatos físicos dos presos com suas mulheres e namoradas fossem suspensos. Não foi o que sucedeu no complexo de Pedrinhas. A direção da unidade não teve pulso para proibir as relações sexuais. Elas ocorrem ali mesmo, nas celas abertas. Por quê? Ora, porque os mandarins do crime querem que seja assim.

“Por exigência dos líderes de facção, a direção da casa autorizou que as visitas íntimas acontecessem no meio das celas”, conta o juiz Douglas Martins. Em contato com o secretário de Justiça e da Administração Penitenciária do Maranhão, Sebastião Uchôa, o enviado do CNJ pediu providências. O auxiliar da governadora Roseana “prometeu acabar com a prática”. Vivo, Garrincha perguntaria: ‘Já combinaram com o Primeiro Comando do Maranhão e o Bonde dos 40?

O olheiro do CNJ trouxe do Maranhão outra evidência de que o Estado manda pouco, muito pouco, quase nada na penitenciária de Pedrinhas. A inspeção dos visitantes só alcançou as áreas que os presos consentiram. “Como as celas não ficam fechadas, os agentes de segurança recomendaram não entrar”, relata o magistrado Douglas Martins. Por quê? Os barões da cadeia não autorizaram. “Seria muito arriscado”, declara o juiz.

Apenas no ano de 2013, estima-se que morreram na penitenciária do Maranhão mais de 50 detentos. Na penúltima rebelião, ocorrida na semana passada, feneceram cinco, três deles com as cabeças apartadas dos respectivos pescoços. Foi a imagem medieval das decapitações que levou o CNJ de volta às mazelas de Pedrinhas. Acompanhou o doutor Douglas um representante do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o conselheiro Alexandre Saliba.

Na última sexta-feira (20), em visita à governadora Roseana Sarney, Alexandre Saliba entregou-lhe ofício remetido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. No texto, o chefe do Ministério Público Federal requisitou informações sobre as providências eventualmente adotadas para deter o descalabro do sistema prisional. Deu três dias de prazo para o envio de uma resposta. Roseana disse a Saliba que atenderá à requisição de Janot nesta terça-feira (24) natalina. Será?

Conforme já noticiado aqui, Janot cogita requerer ao STF a decretação de uma intervenção federal no Maranhão. O descontrole da penitenciária de São Luís vem sendo atestado por emissários de Brasília desde 2011. Pressionando aqui, você chega a um relatório referente à inspeção anterior à que ocorreu na semana passada. Deu-se em outubro de 2012, nas pegadas de outra rebelião, que levou à cova dez presos.

O documento faz menção a uma audiência dos inspetores com Roseana Sarney. Nessa reunião de um ano e dois meses atrás, a governadora prometera erguer 11 novos presídios em seis meses –um em São Luís e outros dez no interior do Estado. Entre uma rebelião e outra, com a promessa da governadora de permeio, nada mudou na cadeia de Pedrinhas. A penitenciária continua sendo o melhor local para a construção de um Maranhão inteiramente novo. Caos não falta.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Uma leitura de mundo para fim de ano




Vivemos reféns de gostos imputados, de comportamentos duvidosos e estranhos a uma essência pura; deveríamos voltar à pureza então? Nada. Compreender e não apenas aceita que o processo é irreversível seria uma via, e, que o progresso é condição natural do homem inteligente, porém, de alguma maneira conscientizar-se sobre por um freio aos atropelos desta inteligência dinâmica que se soma as paixões da vida pungente; reside aí a dificuldade de equilibrar melhor nossas ações.

O homem descobriu seu poder e que nada lhe é impossível. Somente o tempo o distancia da meta imposta, mas este é mais um perigo que uma benção, pois nos parece que há tempos ele não tem se preocupado em como pagará a conta decorrente deste estado de coisas.    

domingo, 22 de dezembro de 2013

O “nunca” quase batendo o “tarde”



         Parece certo que finalmente esta pobre coitada estará fora da grade da Globo no próximo ano.

        Vantagem, ou lucro para o telespectador: um pouco menos de má influência - segundo a imprensa, para seu ego, o estrago é irreparável.  
        Só não será possível reverter o que 30 anos desta mulher na TV brasileira, diariamente, causou a formação de nossas crianças e adolescentes.

 

sábado, 21 de dezembro de 2013

Padrão Globo



        A participante Khrystal, eliminada do The Voice Brasil reclamou que lhe escolheram uma música de forma à que ela fosse eliminada.

        Mas, e daí? Era na Globo, ela esperava o que? Relaxa e aproveita a oportunidade e colha as benesses. Não tem muito mais o que ser feito a partir do instante em que se submeteu ao padrão Globo na guerra por audiência.

        Deveria entender o que é fazer sucesso na Globo antes de se inscrever – o preço é alto. Agora cagou e sentou em cima. Aqui vale a velha máxima do Raul: “para entrar em buraco de rato, de rato você tem que se transar.”

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Algo mais a respeito:

sábado, 14 de dezembro de 2013

Bono Blind



Bono Vox compara lula a Mandela??????


        Inteligência atrofiada: Mais uma vez fica provado que a inteligência ocupa apenas uma parte do cérebro do homem.

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        Quem assistiu ao Globo rePórTer ontem, a situação miserável da saúde pública no Brasil não consegue imaginar como este governo ainda consegue manter-se dominando e liderando as pesquisas. Será que o resto é ainda mais resto que a situação apresentada na última década?

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E mais uma vez uma celebridade perdeu a chance de ficar calada, como se já não bastasse o Bono ter elogiado o nosso metalúrgico anos atrás, aproveitou um momento muito especial para o mundo para falar uma asneira dessas, será que ele sofre apenas de miopia?

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A dúvida é: o PT está usando o Bono como garoto propaganda enquanto dá dinheiro não se sabe de onde para suas campanhas humanitárias ou isto faz parte da cegueira oportunista que a tantos no Brasil já atacou; inclusive aos nossos tipos intelectuais como o Chico Buarque e o Paulo Coelho que já falaram a favor do PT?

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Na música “BAD” Bono canta “I’m not sleeping”. Se enxergasse realmente deveria fazer uma correção na letra e mudar a conjunção do verbo para os próximos shows, conjugando a frase no passado.

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O Bono agora dorme; enquanto nós temos pesadelos

domingo, 8 de dezembro de 2013

AFreedom

 

Free 4ever Madiba
 
“Eu aprendi que a coragem não é a ausência de medo,
mas o triunfo sobre ele.
O homem corajoso não é aquele que não sente medo,
mas aquele que conquista por cima do medo."
N. Mandela
 
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Hugh Masekela – Coal Train – DVD UK Freedom



terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Em tempos de showmixo




Depois que Rita cantou, “Tudo vira bosta”, me parece que ela meteu o pé na jaca geral, e tá fechando com chave de m... com esta parceria com o Sérgio Britto; e daí, ela iria dizer, afinal tudo vira bosta mesmo.

 Quando a gente envelhece é quer se manter na “onda” é f... estão aí o RC, o Caetano, e mais uma meia dúzia pra comprovar.
 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Falência da providência



 

Nos tempos de piá, o velho Franco brincava quando usavam a expressão: “tomar uma providência”. Dizia que iria lançar uma cachaça com a marca. Todos iriam tomar a Cachaça Providência.

Lá se vão mais de trinta anos, o velho Franco já deve ter se ido há tempos e digo que ele morreria ainda mais falido, porque hoje ainda é pior; “providência”, se toma menos ainda.  

 

(Neste domingo o Cruzeiro, campeão do brasileirão 2013 teve que cancelar sua festa devido à pauleira generalizada dos torcedores e torcidas organizadas)

As ainda e intermináveis surpresas contraproducentes



Sentido e sentimento. Tudo o que faço, quando o faço por vontade própria, mantenho-me muito atento a estas duas situações; ainda que, quando queremos, quando desejamos de verdade, quando sentimos que o poder da busca instalou-se, já não é mais necessário ficar atento aos detalhes, principalmente se estejam diretamente relacionados com o vulto maior, com o motivo principal da ação em curso somado a personalidade já afinada ao que convém.

Gosto de usar uma referência para ilustrar, assim como, sempre que o faço procuro me valer da arte como exemplo. Boa parte da arte que visualizamos e que desperta emoções está diretamente ligada ao sentimento do artista. O cinema, a música, a pintura e mais raramente, no teatro; os principais, mas não únicos. Preciso fazer um aparte aqui, já percebi, e não foi apenas uma vez, que este sentimento pode ser passado durante o preparo de determinadas refeições, por exemplo – significando que não é o fazer, e sim, como fazer – provando que a arte supera a abrangência do nosso querer.

  Quando executo o meu hobby da escrita, - hoje a minha primeira distração quando não estou em família - penso muito, antes de discorrer meus pensamentos, antes de aspergi-los sobre o papel. Centenas de oportunidades batem nos escaninhos lotados do meu ativo cérebro que não descansa, porém é uma parte muito pequena que é mencionada, e aqui devo agradecer ao tempo, porque do contrário registraria muito do que alguns têm como temas que serve apenas para gastar papel, ou pior, fazendo-o quantitativamente. Se não é tudo que me assalta a mente que posso consignar, ainda há muito do que não o faço que mereceria uma chance de vingar – aqui entra o fator tempo.

Se não tem sentido e não posso colocar sentimento; porque de alguma maneira naquele instante não me tocou: não me interessa.

É certo que com algumas das palavras que freqüentemente utilizo, busco vingar-me e vingar também um que outro leitor, ao atacar alguém que de alguma maneira praticou ações que vão contra o que para nós é considerado como sentimento nobre; e estas, invariavelmente, com uma carga extra de emoção.

  Apenas por esta janela, qualquer um poderia pensar que agora entendeu o que citei a pouco sobre “falta de tempo”, mas não se enganem, há tempos que iniciei uma luta ferrenha para separar o que faz mais ou menos sentido observar. Minha relação é muitíssimo bem ajustada para não cair na vala comum do relator ordinário, afinal, se analisar superficialmente, as hecatombes e descalabros humanos apenas deste início de século; não se requer estudo muito apurado para comentá-los.

Como já citei em outros momentos, a barbárie, o contra senso, a falta de discernimento, o desrespeito, as ações disparatadas tomaram um tal rumo de corriqueiridade que perdemos quase que totalmente – apenas nós que a tínhamos – a referência do que é certo, do que é correto, quando se quer observar uma convivência minimamente descente. Mas o problema não somos nós que assistimos ou somos vítimas a cada minuto. O absurdo está nos pequenos delinqüentes (quanto a isso nada podemos fazer) ou grandes parias da sociedade, que vêem no caos instalado uma oportunidade de ganhar uns trocados (e sempre o fazem), ou pior, se anula para que sua covardia seja vista em alguma destas telas que tomaram o planeta, ao vender-se como alguém são.

Preciso confessar que poucos textos que escrevi, antes de fazê-lo, pensei em sentimento. Sentido; sempre. Sentimento nem sempre. O sentimento a meu ver nasce do texto, ele vai surgindo conforme vou espichando as frases. Neste momento; nestas linhas é diferente. Gostaria que o sentimento se apresentasse. Sempre sou disperso a ele, afinal é ele quem comanda, então: quem sou eu para despertá-lo. Porém hoje eu o queria. Mas o desejo sem obrigação; o quero despertado pela condição do texto, do tema que escolhi e irei relatar.

Entendo que já estou passando da meia idade, e ainda que em meio a este quadro de calamidades citado a pouco que a todo instante nos surpreendem com notícias que, sabemos: muitos ao ouvi-la, perderam o chão; estou escolado. Minhas experiências e minhas observações, - e sou extremamente crítico, por isso pouco me passa alheio – me jogaram em um limbo de conforto. Vivo mal, observando o que observo e vivendo as necessárias obrigações comuns, mas vivo bem devido, principalmente, a algumas das minhas escolhas. E a experiência de vida já ajeitou a carga, que, se observada de longe, é bastante incômoda.

   Porém esta semana fui assaltado com uma daquelas notícias que justamente, até então condenava, ao perceber nas ingenuidades parvoeiras de terceiros, quando totalmente surpreendidos. Minha crítica ligeira e muitas vezes impensada, logo que assistia a incredulidade dos afetados era: “como é que este ignorante não sabia que estava sendo enganado?”. Pois mais uma vez, e fazia algum tempo que ela não se apresentava, a surpresa do ignorante me atingiu. Esta semana li uma nota no jornal onde é apontado que ainda há mortes de animais nos filmes americanos, e pior, mesmo com todo um aparato técnico, e tecnologias que dispensam os animais in loco, no filme como, “As aventuras de Pi”, por exemplo – existem mais na reportagem - o tigre, em determinada situação teve que ser içado da água quase afogado.

A nota termina apontando a American Humane Association (AHA), associação que acompanha todo o processo de fiscalização e responsável por incorporar determinada nota ou laudo final ao filme, formada por pessoas que se dizem protetoras dos animais; como coniventes com as ocorrências.

Quão parvo sou? Eu que sempre soube que apenas é nos mostrado, - quando é mostrado - uma décima parte, uma ponta mínima do mal praticado. Que é somente o mau cheiro de uma podridão inimaginável que podemos sentir. Isto tão somente, quando não podem eles mais suportar o dique de sujeira que estão encobrindo. Mais uma vez: paciência!!!

Estou aqui então não apenas assumindo a minha vergonha por acreditar que uma das minhas, hoje, maiores distrações, é, está e sempre foi corrompida também neste aspecto; os outros de vaidade, a briga de foice que é manter-se entre estes lutadores com seus egos super inflados e suas cargas de inseguranças e falta de amor próprio, e o mercantilismo já haviam sido superados; apesar de tudo isso, somos, invariavelmente, brindados com filmes emocionantes, mas também me perguntando, como, a que risco estarei exposto ao assistir um filme, e então ser surpreendido com uma cena violenta que, se já provocava um sentimento ruim quando ignorava; como será agora com a dúvida se o animal continua ou não ainda vivo?

 

Nota e reportagem sobre o caso em:


E o que sobrará?


 

 

Ao assistir o filme Elizabeth/1998 a fala final do papa é: “não se preocupe meu filho ‘Os justos herdarão a Terra’”; pensei: deve ser por isso que a parte maior busca a todo custo destruí-la.

Resta a nós esperar que até lá, também os juízes do juízo final – responsáveis pelo espólio - não tenham perdido o rumo e saibam ainda discernir sobre a gênese desta máxima.