Para avaliar o índice de infestação de praga em nossa casa ou na plantação o meu pai me ensinou uma regra básica, uma receita caseira que sempre apliquei e digo que nunca falhou. Me ensinou ele que quando começássemos a ver ratos ou baratas a luz do dia é porque a infestação já havia atingido níveis críticos e alguma ação deveria ser tomada, estava na hora de tomar algumas medidas para atacar o problema, me garantia ele que, se a praga que anda a noite, nas sombras arriscavam-se a luz do dia para buscar alimento é porque a população havia atingido um ponto insuportável entre eles.
Não tem nada a ver os ensinamentos do meu pai com a história de hoje da corregedora Eliana Calmon, onde ela ínsita que uma pretensa verdade seja esclarecida ou venha à luz, fato é que me lembrei da história do meu pai ao ouvir a celeuma provocada por este fato, onde entendo que me parece bastante interessante que uma pessoa com envergadura nacional venha a luz dos microfones revelar, ou insinuar, ou mesmo atacar, como tantos nomes muito superior ao dela insinuaram ao sair em defesa da sua classe judiciária ou de seus correligionários.
Ilação, acinte a uma classe suprema e inexpugnável de for privilegiadíssimo, desrespeito a um dos pilares da democracia nacional, quiçá mundial, o palavrório é riquíssimo destes que estudam desde a puberdade; alguns desde os cueiros – incentivado pelo pai juiz - para se tornar um grande magistrado de renome nacional, porém há que se questionar, afinal uma questão importante foi levantada: a senhora Eliana o fez sem observação especial alguma?
(nota retirada de um site qualquer esta semana)
CNJ reage à crítica da corregedoria
Corregedora nacional de Justiça afirmou que há bandidos entre os juízes. Presidente do STF disse que declaração lança dúvida sobre honra de milhares de juízes
Os integrantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) reagiram a uma declaração da corregedora do próprio Conselho sobre a suposta existência de bandidos entre os juízes. Esta semana, o supremo tribunal federal deve julgar uma ação que pode reduzir o poder do CNJ para punir magistrados.
Em entrevista à Associação Paulista de Jornais, a ministra Eliana Calmon, corregedora nacional de Justiça, disse que há gravíssimos problemas de infiltração de bandidos na justiça, escondidos atrás da toga. Ela fez a declaração ao comentar pressões para reduzir os poderes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que investiga juízes suspeitos de corrupção.
As declarações da ministra provocaram mal estar no conselho e a reação do presidente, César Peluso, também presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Peluso conseguiu o apoio de vários conselheiros para uma nota criticando a corregedora. A nota afirma que as declarações "lançam, sem prova, dúvidas sobre a honra de milhares de juízes e desacreditam a instituição perante o povo."
Nesta quarta-feira (28) está previsto o julgamento de uma ação no Supremo Tribunal Federal, que pretende limitar os poderes de fiscalização do CNJ sobre os juízes. A ação é movida pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). A Associação entende que o CNJ só deve agir se as corregedorias dos tribunais estaduais não forem capazes de investigar as suspeitas.
“Cabe aos tribunais locais, aos plenos dos tribunais, receber denúncias criminais e afastar juízes de primeiro grau quando a eles for imputada a prática de um delito”, disse o presidente da AMB, Nelson Calandra.
Já o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acha que o CNJ conseguiu dar transparência ao judiciário e que seus poderes devem ser mantidos.
“Vamos voltar para um tempo de trevas na Justiça brasileira em que lamentavelmente as corregedorias locais eram apenas orgãos corporativos que jamais faziam qualquer tipo de apuração séria e profunda”, afirmou Ophir Cavalcante, presidente da OAB.
Nesta terça-feira (27), a ministra Eliana Calmon explicou que se referiu a uma minoria de juízes e que não vai se intimidar com nenhum tipo de pressão.
“Vejo na corregedoria e no Conselho Nacional de Justiça uma luz no fim do túnel para fazermos as devidas correções de rumo em um dos pilares da democracia, que é o poder judiciário”, afirmou a ministra.







