Lula.
Não o condeno.
Fazê-lo agora nem mesmo seria uma opção para mim.
Mesmo que fosse eu adepto a alguma espécie de compaixão demagógica, - se fosse possível que isto existisse – embora ciente de que, se lançasse mão deste expediente por ignorância ou por alguma paixão boba de aspirante, que se entrega a raiva juvenil, estaria bem próximo à sua forma de agir.
A atitude aqui descrita que, - num primeiro momento, ou se observado por alguém no mínimo desatento - mais parece um agir passivo com relação a este político de destaque, carrega, subentendido, uma ânsia muito mais profunda, pois entendo que, qualquer ação da minha parte ou de alguém, - qualquer um daqueles poucos que pensam diferente da massa enorme que o aprova - estaria talvez, mesmo que um pouco, livrando-o das penas, muitas delas capitais, que obrigatoriamente o esperam. Afirmo assim, que pelo menos de minha parte, não amenizarei em nada o que lhe é de direito.
Mesmo que venha saber eu, que de forma escondida, - a mesma usada para livrar-se de seus perseguidores, segundo os próprios - assim como deve não crer que alguém realmente superior a ele, existe é certo, e o aguarda após findado seu tempo de desmandos; venha chamá-lo à consciência. Não espera que um ser que tenha alcançado tamanho destaque mundial, possa perdê-lo, ao fim de um ocaso de regalias materiais, muito maiores àquelas destinadas, a imensa maioria dos mortais que o admiram.
Afinal, não quis ele sempre tudo que pensou ser dele? Buscou com afinco o merecimento por seu desgastante esforço para chegar aonde chegou? Quem sou eu, então, para privá-lo de qualquer um de seus direitos?
Que tenha tudo, tudo o que lhe é reservado na eternidade.
Espero que aproveite bem seus momentos de glória onde é a todo momento ovacionado por seu humor tosco e espirituoso de líder sindical, um verdadeiro político no que carrega de mais puro esta palavra. Um verdadeiro negociador que sabe a hora certa de ceder, e esperar, assim como a Sabedoria Eterna espera para mostrar se, e onde, falhamos ao viajarmos nas oportunidades proporcionadas.
Vida longa ao Lula, quanto mais longa, mais será a oportunidade de reparar o que fez até então.
Que não pense ele que sua ignorância lhe servirá como um salvo conduto junto Àqueles que Sabem.
Uma praça, um livro negro embaixo do braço e um bumbo; vivendo com a estranha impressão de que existe algo mais além do mostrado
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
sábado, 26 de dezembro de 2009
Ataques a Berlusconi e ao Papa
Ataque a Berlusconi
Estatueta usada em ataque a Berlusconi tem aumento de vendas em Milão
Vendedores que trabalham na praça da catedral confirmam 'boom'.
Agressão ao premiê italiano ocorreu no domingo.
Da Reuters, em Milão
Vendedores de lembrancinhas registraram nesta terça-feira (15) um aumento nas vendas de miniaturas da catedral de Milão, similares à lançada contra o premiê italiano, Silvio Berlusconi, no domingo.
"As vendas certamente subiram", disse o comerciante Mario na praça da catedral, onde ocorreu o ataque.
"As pessoas estão definitivamente comprando (as réplicas da catedral) como lembrança do episódio, parece ser um dos presentes mais populares do Natal".
A réplica do Duomo de Milão foi usada por um italiano com problemas mentais para atingir o rosto do premiê de 73 anos, quebrando seu nariz, dois dentes e ferindo o lábio dele.
O líder conservador italiano, que foi atingido enquanto dava autógrafos após um comício, receberá alta do hospital na quarta-feira. Médicos disseram que ele precisará de duas semanas de repouso e que está muito abalado pelo ataque.
Em meio à crescente solidariedade demonstrada por Berlusconi, turistas expressaram interesse pelas estatuetas usadas no ataque.
"Tenho que comprar um souvenir, será um presente de Natal", disse o brasileiro Manuel Magalhães.
As estatuetas, feitas de diferentes materiais, custam entre cinco e 10 euros.
Ataque ao Papa na Missa do Galo 24/12/2009
Após tentativa de ataque e queda, Papa celebra a Missa do Galo
Mulher passou por barreira e tentou atacar Bento XVI no Vaticano.
Segundo porta-voz, a suspeita foi detida por policiais.
O papa Bento XVI celebrou normalmente a Missa do Galo depois que uma mulher saltou a barreira de proteção e tentou atacá-lo quando este se dirigia para iniciar a missa no Vaticano, na noite desta quinta-feira (24). Segundo o reverendo Ciro Benedettini, porta-voz do Vaticano, o Papa caiu rapidamente, mas foi auxiliado e se levantou logo em seguida.
Bento XVI não teve ferimentos sérios e continuou a celebração após o susto. Sua agenda não mudará em função do incidente.
De acordo com um informe oficial do Vaticano, a mulher foi identificada como Susanna Maiolo, de 25 anos, de origem italiana-suíça. Ela estava desarmada, foi presa e levada a uma instituição médica para realização de exames.
O cardeal Roger Echegaray também caiu e foi levado a um hospital para exame.
No ano passado, uma mulher furou as barreiras de segurança após a Missa do Galo, mas foi detida antes de conseguir chegar ao papa. Não está claro se a pessoa é a mesma do incidente deste ano.
Missa
Falando para mais de 10 mil pessoas, o papa contou a história do nascimento de Cristo e pediu que os católicos coloquem de lado as dificuldades do cotidiano para redescobrir o caminho de Deus.
"Em todas as formas de caminhos, Deus tem de orgulhar-nos e chegar a nós de novo e de novo, assim que possamos escapar da turbidez de nossos pensamentos e atividades, e descobrir o caminho", disse.
Estas são situações incríveis muito mais do um fato inusitado, por mais que o seja.
É incrível que nas duas situações, um rapaz no primeiro e uma moça no segundo, ambos foram classificados como doentes mentais ou com disfunções cerebrais, ou depressivos etc. etc. etc.
O que me pergunto é porque nestes casos todos os acusados são primeiramente acusados de alguma doença que os tiraram da razão perfeita para cometer tais atos?
Porque nunca ninguém pensou que estes repentes tanto de um quanto do outro, no caso aqui, são fatos muitíssimos isolados é claro, não podem ser encarados como atos de coragem, por virem de seres únicos, que podem pertencer à classe ínfima daqueles acordados, e, muito embora sejam problemáticos, mas não como doentes e sim desequilibrados porque não conseguem ficar a par do que realmente existe por trás de tudo o que nos é mostrado, e então partem para fatos isolados que não darão em nada, numa demonstração absurda do desespero que está a lhes corroer a alma?
Longe de estarmos fazendo apologia à violência. É claro que nunca a apoiaremos. Fato é que deveríamos de vez em quando analisar que algumas pessoas não estão realmente preparadas para saber a verdade, e estas, quando o sabem, não podem ser responsáveis pelos seus atos se não foram preparadas para tanto.
Adaptaremo-nos a tempo? Cop15
O eminente desastre, a que se dirige o planeta Terra, amplamente anunciado pelos especialistas de plantão, embora, mesmo não parecendo, a preocupação maior é daqueles realmente responsáveis, nascidos com o gene mais poderoso que pode existir. Atingiu o ponto máximo, e é justamente nele; a partir daí, que este inquietar-se deveria, de uma vez por todas, tomar corpo.
A seriedade do assunto, a despeito da opinião maior, reside exatamente no alvoroçar do ínfimo, porém respeitável, segundo grupo; por ser este possuidor do entender pleno designado por alguns poucos como o Espírito do Todo, bem como, o domínio total da consciência coletiva que, apurada na proporção que é enriquecida pelo tempo, é infalível, e, somado a pesquisas e sabedoria acumulada, advindas de analises de inúmeros compêndios e consultas; ensinamentos postulados por sábios de todo o sempre, que mesmo tendo vivido há séculos dos tolos anos atuais, onde alguns poucos padrões vendidos como mais acertados, combinado ao fato de que todos os tenham calçado como os mais adequados, - afinal, estamos sobrevivendo e “bem” a todo ataque desferido seja da natureza, ou de partidos rebeldes que insistem em desestabilizar um programa vencedor - entendiam que as idéias humanas há tanto defendidas, não poderiam levar a outro termo que este, onde energias indesejáveis contaminam a geografia, indistintamente, culminando no inequívoco colapso do planeta como um todo.
Muito embora os defensores do padrão vigente, com certeza, não serão poupados também. Desfilarão ainda, por um pouco mais de tempo como a única exceção, - não poderia ser diferente - figurando entre os últimos remanescentes de uma raça a respirar ares que há tempos vinha sendo classificado como humanamente impossível, - em parte, mais uma resposta do incrível poder de adaptação do nosso organismo. Qual o significado disto? A mais clara demonstração de que a vitória silenciosa conquistada com o sacrifício da concorrência; deixa, acertadamente, para os vencedores, um prêmio insípido que jamais sobrepujará a destruição praticada para obtê-lo.
No fórum Cop15 em Copenhague, o que estamos assistindo mais uma vez é o repetir Rio /Kyoto, por exemplo, ou seja, aqueles que sentam à mesa de negociações parecem saber menos ainda do que alguns poucos que, do lado de fora, levam tapa na cara da polícia por estarem reivindicando ações enérgicas mais responsáveis, cujo resultado, futuramente, deveria beneficiar os próprios agressores, uma ilustração clara, recorrente do modelo imposto, demonstrando que: quando faltam argumentos, volta-se para o instinto primitivo da selvageria.
Análises de todos os gêneros serão destacadas em editoriais e trabalhos escolares, do ensino médio às mais concorridas cadeiras, nas melhores universidades mundiais. Tão conceituadas quanto o currículo de especialistas dispostos a dar sua cota de contribuição mundo afora. Com palavras pró, contra, ou infelizmente, no mais das vezes, usando epítetos que os qualifiquem como uma política suíça do sempre bem aceito pela maioria: o comportar tendencioso para a conciliação, esquecendo-se propositalmente de expor argumentos tão contundentes quanto improrrogáveis. Estes, não apenas existem; como também, cátedra demagógica alguma consegue escondê-los, mesmo assim, o poupar-se covarde enxerga que é mais apropriado guardá-los. O porquê! Só Deus sabe.
Escrevo para o nada, para ninguém. Então vagueio na situação confortável onde posso expor a minha opinião sem preocupar-me se estarei ou não comprometendo alguém, e mais, não sofrerei dano algum ao expor minha idéia por pior que seja para a parte envolvida, mesmo que pudesse atingir o homem mais poderoso ou perigoso do planeta, pois, em um mundo onde ações voam através dos ares sem obstáculo algum que a impeçam quando inofensivas ao establishment; quando contra: não encontram um veículo ao menos, mesmo que movido por um único jumento, que empurre uma idéia original sequer, que trote contra o status quo, se este já não veicula no meio.
Esta carta tem uma direção na verdade, à pessoa que me assinalou a citação de um certo Barão, então como esta também nada tem de ligação com os mancomunados da alta cúpula política do Cop15, não comprometer-me-ei sendo demagogo, mesmo porque ela me conhece, e jamais esperaria outra atitude minha que não a opinião contundente casada com a citação que originou este texto.
Não irei me alongar; passando então ao ponto principal onde, cruzar-se-ão a citação, com o dito mencionado.
Centenas de milhões de pessoas esperaram do Rio (Eco92), e do Protocolo de Kyoto; e agora, novamente, um contingente ainda maior, está colocando suas fichas (ou do planeta), qual peixe desesperado que pouco pode fazer quando o rio está a secar e sente que o oxigênio está escasseando, nos líderes mundiais reunidos em Copenhague, porém, a despeito do emaranhado de interesses por trás desta enorme cúpula, ou sob (sobre) ela, as pessoas ali reunidas, cada qual com sua vontade particular, de forma alguma conseguirão por em prática o objetivo maior (escrevo isto em 15/12/09). Isto, para eles, não é o mais interessante, nunca foi. Isto é muito grande para eles como indivíduos. De alguma forma já chegaram lá, e o mais importante para a maioria é aproveitar para fazer seu merchandising particular; privativo, é muito grande para eles como unidade, e, como grupo, simplesmente inexistem. Qualquer um sabe que uma equipe para ser vencedora precisa de anos de preparação, e o principal, se conhecerem. É preciso pelo menos algo parecido com sinergia de grupo para um mínimo de sucesso, em qualquer empreitada. Apenas se conhecem no ponto barganha. Não é mais tempo de barganhar.
Posto isso, temos que a espera dos milhões citados é uma espera vã, e se não for por decisão de grupos isolados que consigam aqui e ali fazer com que algo surta efeito, uma invenção, uma tomada de atitude mais ousada ou drástica, e até uma interferência da providência quem sabe. Fora isso o que teremos é mais lixo para ser varrido, pois será pouco mais que isso na verdade, de material, que será produzido no encontro.
Estarrecedor; - tanto quanto pelo que está por vir - o que está sendo anunciado é que no próximo fórum – no México - o mesmo contingente estará assistindo alguns poucos verdadeiramente interessados ou preocupados, levarem tapa na cara, numa fiel demonstração de que no mais das vezes quem não pode gostaria de estar participando dos debates para que não se repita, jamais, o Cop15.
Resta então, mais uma vez, entender que: quem não está conchavado pouco pode oferecer, estes cobram e nem sempre tem como pagar – quem é que ouve quem nada tem a dar? A realidade é que, quem possui apenas a coragem de apanhar na cara; o máximo de contribuição que podem oferecer; é dá-las a tapa, o que de nada adianta, surte o mesmo efeito daqueles que têm a oferecer, porém estes; possuem também o poder de negar o que lhes é solicitado simplesmente porque de onde mais se espera é que não sai nada mesmo.
“De onde mais se espera é que não sai nada mesmo.”
Barão de Itararé
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Nos adaptaremos?
Conferência de Copenhagen (COP-15) – A 15.ª Conferência das Partes acontece entre os dias 7 e 18 de dezembro desse ano, em Copenhagen, capital da Dinamarca. O encontro é considerado o mais importante da história recente dos acordos multilaterais ambientais pois tem por objetivo estabelecer o tratado que substituirá o Protocolo de Quioto, vigente de 2008 a 2012.
Uma atmosfera de expectativa envolve a COP-15, não só por sua importância, mas pelo contexto da discussão mundial sobre as mudanças climáticas. Aparecem aí questões como o impasse entre países desenvolvidos e em desenvolvimento para se estabelecer metas de redução de emissões e as bases para um esforço global de mitigação e adaptação; os oito anos do governo Bush, que se reucsou a participar das discussões e do esforço de combate á mudança do clima; a chegada de Barack Obama ao poder nos EUA, prometendo uma nova postura; os recentes estudos científicos, muitos deles respaldados pelo IPCC, e econômicos, com destaque para o Relatório Stern.
* Texto retirado de algum saite aleatório de tantos que estão comentando a tão propalada reuinião.
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Nos vangloriamos de ser os animais mais adaptáveis do planeta, porém assistindo a reunião daqueles que não estão nem aí para o que irá acontecer no futuro com esta esfera suspensa no universo, nos vem a mente a única questão possível para alguém com bom senso: conseguiremos nos adaptar a tempo?
Esta não deveria ser uma reunião de discussão e sim de acertos sem muitas ressalvas.
80% da pauta discutida acabará mais uma vez dando em nada.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Escândalo deve por fim ao governo Arruda
O Governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM,ex-PFL), inclui mais uma escandalosa corrupção em sua carreira política. A polícia Federal realizou durante todo dia 27 de novembro apreensões de documentos, dinheiro e computadores na residência oficial do governador, na administração de Brasília, na casa do secretário de educação, do chefe da casa civil, na casa do assessor de imprensa e em gabinetes de deputados distritais.
O nome da operação denominada "Caixa de Pandora" executa durante meses investigação no governo com escutas telefônicas, autorizadas pelo STJ, que flagraram Arruda negociando propina para os secretários e deputados distritais com cifras que variam de 60 mil a 400 mil, dentre outros crimes. O governo utilizava as empresas laranjas Linknet, Infoeducacional, Conbral, Adler e Vertax para lavar o dinheiro. A PF contou com o infiltrado Durval Barbosa, Secretário de Relações Institucionais do GDF, que fez acordo de delação premiada para reduzir pena na participação de desvios de verba no governo Joaquim Roriz, igual picareta que governou o DF por três mandatos. Arruda já admitiu a culpa e exonerou Luiz Valente, secretário de educação, José Geraldo Maciel, chefe de gabinete, Omézio Pontes, assessor de imprensa e claro, Durval Barbosa.
Político antigo do DF, iniciou sua carreira como aliado de Joaquim Roriz e já fugiu uma vez de cassação, renunciando, quando fraudou o painel do senado em escândalo que envolveu ACM e Luiz Estevão. O Governo Arruda e Paulo Octávio (DEM), empreiteiro e vice-governador, executam um governo autoritário com excesso de publicidade camuflado com o discurso falso de ordem e sustentabilidade. Governam somente para os empresários, o que pode-se evidenciar na sua insistência na implantação do bairro Setor Noroeste, na política de transporte, descaso com os professores, racismo com indígenas e na destruição de centenas de moradias que não são de seu reduto eleitoral, entre outras ações condenáveis.
As denúncias atingem ao Governador, vice-Governador, Presidente da Câmara Legislativa, Leonardo Prudente (DEM), e vários níveis da estrutura de poder do DF. Em caso de cassação ou impeachment abre-se um precedente de eleições fora de época ou um ano de governo provisório pelo presidente do Tribunal de Justiça. Avessa a tudo isso, a sociedade civil, não só do DF, começa a se movimentar para que realize-se a justiça.
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Uma frase muito inteligente, citada no filme "A Grande Ilusão" ilustra bem o momento: "A única maneira de não saber é não querer saber"
O que fica no ar, pelo menos para mim, é a máxima do rato; se você os começa a ver à luz do dia é sinal de que a casa já está tomada.
Quando o canibalismo acontece é porque a população já excedeu o limite suportável, ou seja, é preciso substituir alguns em detrimento da maioria, afinal todos merecem viver e fizeram por merecer estarem onde estão.
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